Notícias

Atualidade empresarial

imagem blog destaque

AEMinho reúne especialistas e empresários em Vila Verde para debater bloqueios estruturais e caminhos de reforma para Portugal

Eventos

12 DEZ. 2025

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) promoveu, na última noite, um jantar-debate “Portugal, de que é que estás à espera?”, um encontro destinado a analisar os entraves históricos ao crescimento económico nacional e a identificar soluções concretas para reformas estruturais há muito adiadas.A iniciativa decorreu no Maison Albar Amoure, em Vila Verde, e juntou dezenas de empresários e líderes regionais num debate marcado pela pluralidade de perspetivas e pela urgência das conclusões.Apesar de o Orçamento do Estado para 2026 reforçar a sustentabilidade económica como prioridade, os intervenientes foram unânimes: Portugal continua sem avançar com reformas profundas que garantam competitividade e desenvolvimento a longo prazo.Produtividade baixa, burocracia e défice de capital humano continuam a travar o paísDurante a sessão foram identificados fatores persistentes que condicionam o crescimento económico: baixa produtividade, excesso de burocracia, sistema fiscal complexo, escassez de capital humano qualificado, investimento privado reduzido e fraca capacidade de inovação. Problemas que, segundo os participantes, não se resolvem com medidas avulsas, mas exigem uma transformação transversal, estruturada e orientada para reforçar o papel das empresas no desenvolvimento do país.O debate destacou ainda a importância de o setor empresarial assumir uma postura mais interventiva, influenciando políticas públicas e contribuindo de forma ativa para um crescimento económico sustentável.Painel plural e orientado para soluçõesO painel contou com intervenções do ex-presidente da Câmara do Porto Rui Moreira, do eurodeputado Francisco Assis e do empresário Carlos Palhares. A moderação esteve a cargo do economista José Maria Pimentel, enquanto André Vasconcelos, Tax Partner na Deloitte, assegurou o enquadramento inicial do tema. A diversidade de sensibilidades — autárquica, política, empresarial e técnica — permitiu uma análise abrangente dos desafios e das reformas prioritárias.“Portugal vive num momento crítico”, alerta presidente da AEMinhoPara Ramiro Brito, presidente da AEMinho, o país enfrenta uma encruzilhada decisiva:“Vivemos uma conjuntura económica tendencialmente positiva, mas movemo-nos em gelo muito fino. As previsões de crescimento e estabilidade têm pouca margem para erros. Ao mesmo tempo, há um descrédito profundo no funcionamento do Estado, que consome cada vez mais recursos sem garantir serviços eficientes.”O dirigente criticou ainda a ineficiência estrutural em áreas como justiça, educação, saúde e serviços públicos, bem como um quadro legislativo que considera “desfasado da realidade”. Para Ramiro Brito, os empresários continuam a ser alvo de “visões oportunistas” que alimentam divisões artificiais com os trabalhadores.Foi neste contexto que a AEMinho decidiu lançar o jantar-debate:“É urgente um debate frontal, desinibido e apartidário. Reunimos pessoas com visão multidimensional e esclarecida, capazes de contribuir para o caminho de transformação que queremos continuar a promover. É por aqui que as empresas podem ajudar a mudar Portugal”, sublinha. O encontro encerrou com o compromisso de manter viva a discussão e reforçar o papel da comunidade empresarial na construção de um país mais competitivo, moderno e sustentável.Veja a notícia AQUI

Ler mais
Jornal O Minho: "AEMinho pede "responsabilidade" aos políticos e lembra "fase fundamental do PRR"

Jornal O Minho: "AEMinho pede "responsabilidade" aos políticos e lembra "fase fundamental do PRR"

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) pediu hoje aos órgãos do Estado e "diversos atores da cena política" sentido de responsabilidade", de forma a não impactar o funcionamento dos programas de apoio em curso, sobretudo o Plano de Revitalização e Resiliência. Em comunicado enviado a O MINHO, o presidente da associação, Ricardo Costa, considera "normal" este cenário político em que Portugal se encontra, depois do chumbo do Orçamento do Estado, esta quarta-feira, no Parlamento, mas recorda que é necessário manter o funcionamento da economia dependente do Estado."Lembramos que estamos a entrar numa fase fundamental do PRR e restantes programas europeus, e que a vida política portuguesa não pode nunca pôr em causa estes programas tão estruturais para a nossa economia. Não podemos acrescentar às debilidades identificadas no processo de materialização dos mesmos uma irresponsabilidade política que prejudique a sua execução", considera.O empresário defende que "este é o momento em que os agentes políticos têm a obrigação de demonstrarem a razão de ser da sua existência, ou seja, encontrar formas e soluções que viabilizem o país, que não estanquem o desenvolvimento económico de forma a não porem em causa as empresas e os empregos, bem como todos os serviços, nomeadamente saúde, assistência social, educação e segurança"."Estamos certos de que os empresários do Minho, assim como os demais empresários portugueses, saberão como sempre souberam estar à altura das suas responsabilidades. Esperamos exatamente o mesmo dos nossos agentes políticos", concluíu.O Parlamento chumbou o Orçamento do Estado proposto pelo Governo com 108 votos a favor (PS) votos, 117 contra (PSD, Chega, IL, CDS, PCP, PEV e Bloco de Esquerda) e cinco abstenções (PAN, Cristina Rodrigues e Joacine Moreira).Quase todos os deputados de direita falaram na "morte da geringonça", com Adão Silva, do PSD, a ironizar com um "paz à sua alma". Catarina Martins, do BE, colocou o "último prego no caixão", anunciando o voto contra, dando como encerrada a união de esquerda que iniciou em 2015.Já António Costa mostrou-se desiludido com os partidos de esquerda, mas valorizou os "quase seis anos" da união, classificando-a como "mais duradoura" que as alianças dos partidos de direita desde o 25 de Abril.Marcelo Rebelo de Sousa vai ouvir os partidos e deverá convocar eleições antecipadas para janeiro de 2022.Notícia de 27 de Outubro de 2021

Comunicado: AEMinho exige responsabilidade política após chumbo do Orçamento de Estado para 2022

Comunicado: AEMinho exige responsabilidade política após chumbo do Orçamento de Estado para 2022

Braga, 27 de outubro de 2021: Perante os recentes acontecimentos ocorridos na Assembleia da República, que culminaram com a não aprovação do Orçamento de Estado para 2022 e as consequências já anunciadas pelo Exmo. Sr. Presidente da República, a AEMINHO vem pelo presente meio dizer:1. O  sistema  democrático  de  base  parlamentar  dispõe  de  uma  série  de ferramentas  que  permitem  dar  uma  resposta  eficiente  a  situações  desta natureza. Seria impensável vivermos num sistema de base parlamentar, no qual o exercício do direito de voto na Assembleia da República em qualquer um dos sentidos  possíveis  fosse,  em  si  mesmo,  sinónimo  de  crise  ou  qualquer  outra inversão  da  vida  democrática.  Nesse  sentido  entendemos  o  acontecimento  de hoje como mais um episódio comum na vida da nossa democracia, acontecimento esse  que  desencadeará  uma  série  de  ações  devidamente  previstas  no  quadro legal e constitucional português, que vê aqui uma oportunidade de demonstrar a sua eficiência de funcionamento, sem pôr em causa o normal funcionamento do país e das instituições.2.Para que este quadro previsto na nossa legislação seja de facto eficiente, ele tem de ser transversal, eclético e estar apto a dar respostas reais à conjuntura económica em que nos encontramos.3.Para  isso  contamos  com  o  sentido  de  responsabilidade  quer  dos  órgãos  do Estado,  quer  dos  diversos  atores  da  cena  política  portuguesa  para  que,  na prossecução daquilo que será o caminho a percorrer até alcançarmos uma nova conjuntura política estável e apurada, não seja posto em causa os mecanismos, projetos, financiamentos e programas a decorrer e que são estruturais para as empresas  portuguesas  e,  consequentemente,  para  80%  dos  cidadãos,  que corresponde ao número de ativos empregados no setor privado.4.Este  é  o  momento  em  que  os  agentes  políticos  têm a  obrigação  de demonstrarem  a  razão  de  ser  da  sua  existência,  ou  seja,  encontrar  formas  e soluções que viabilizem o país, que não estanquem o desenvolvimento económico de forma a não porem em causa as empresas e os empregos, bem como todos os serviços, nomeadamente saúde, assistência social, educação e segurança. Os empresários existem para criarem emprego, criarem riqueza e dela contribuírem, no quadro fiscal atual, com mais de metade da mesma para o Estado. Por sua vez, os agentes políticos existem para atuarem na cena política, ocupando cargos e funções fundamentais para o correto funcionamento do Estado, visando sempre o bem-estar de todos os portugueses. Estamos certos de que os empresários do Minho, assim como os demais empresários portugueses, saberão como sempre souberam estar à altura das suas responsabilidades. Esperamos exatamente o mesmo dos nossos agentes políticos.5.Lembramos que estamos a entrar numa fase fundamental do PRR e restantes programas europeus, e que a vida política portuguesa não pode nunca pôr em causa  estes  programas  tão  estruturais  para  a  nossa  economia.  Não  podemos acrescentar  às  debilidades  identificadas  no  processo de materialização  dos mesmos uma irresponsabilidade política que prejudique a sua execução.6.Contamos  com  a maturidade  da  nossa  democracia  para  ser  capaz  de  dar resposta a um episódio que cremos ser normal na vida pública, sinónimo de que a democracia funciona e como tal está sujeita a aprovações e não aprovações. A economia tem de estar acima dos episódios políticos que venhamos a viver sob pena de esvaziar a razão de ser do próprio sistema político.

Comunicado: AEMinho juntou empresários e autarcas para debater Plano de Recuperação e Resiliência

Comunicado: AEMinho juntou empresários e autarcas para debater Plano de Recuperação e Resiliência

Braga, 26 de outubro de 2021: A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) organizou na passada sexta-feira, juntamente com a PwC, um jantar-debate com o objetivo de esclarecer as empresas sobre os propósitos e aplicações do Plano de  Recuperação  e  Resiliência  (PRR).  O  Presidente  da  Comissão Nacional  de Acompanhamento do PRR, o Professor António Costa Silva, foi o convidado de honra num painel de debate que juntou o Presidente da Associação Empresarial do Minho, Ricardo Costa, o Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio,  o Global  Incentives  Solutions  Partner  da  PwC,  Pedro  Deus,  e  o  jornalista Camilo Lourenço.As  preocupações  das  empresas  com  o  montante  de  fundos  disponibilizados,  a imensa burocracia associada ao processo e a ausência de uma componente de reforço dos capitais próprios das empresas foram alguns dos assuntos trazidos à conversa. “Se  o  programa  vier  a  ser  integralmente  implementado,  existe  a possibilidade de se esgotar o valor total sem atender a todas as manifestações de  interesse”, ouviu-se. A impossibilidade  de  as  empresas  fazerem  qualquer planeamento  da  utilização  dos  fundos  disponibilizados  pelo  PRR e  a falta  de financiamento para colmatar o problema habitacional, transversal a todo o país, foram também algumas   das preocupações   mencionadas   neste   encontro, evidenciando que algumas linhas do PRR estão claramente subdimensionadas, o que  pode  traduzir-se  em  ajudas  de  valor  insignificativas  para  empresas (sobretudo PME’s e microempresas). Tornando  evidente  que  o  plano  português  sairá  claramente  a  perder  quando comparado  com  o  de  outros  países,  nomeadamente  Grécia  e  Espanha,  este jantar-debate revelou também a existência de um grande distanciamento entre o plano inicial traçado pelo Professor António Costa Silva e o programa final da responsabilidade do Governo. Os participantes afirmaram que os sinais mostram que o Governo teve muita pressa na aprovação do programa, presumivelmente numa  tentativa  de  aplicar rapidamente  os fundos,  até  para  colmatar o investimento público não realizado de 2016 a 2021 e garantir uma estratégia de promoção na lógica de “fomos os primeiros”.O Presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, aproveitou também o momento para comentar (e reprovar) o facto de as autarquias não terem sido ouvidas neste processo.Mais  uma  vez,  a  AEMinho  mostrou-se  preocupada  com o  futuro  das  empresas minhotas num plano pós-pandemia, reiterando a importância de assegurar que os  apoios  disponíveis  são  devidamente  aplicados  para  garantir  a  estabilidade económica  da  região,  bem  como  realçar  a  expectativa  de  que  os  processos melhorem e se tornem mais eficientes. A AEMinho estará sempre disponível para encontrar pontos  de  convergência  que se  reflitam  numa  maior  eficiência  na utilização de recursos que possam contribuir para o desenvolvimento empresarial da região, sendo que para isso terão de ser os atores políticos, na qualidade de detentores do poder de disposição destes recursos, a promoverem essas mesmas convergências. É fundamental integrar o tecido empresarial e os seus atores nos processos de tomada de decisão.

Jornal O Minho: "AEMinho alerta que subida do preço da energia pode ser "início do colapso" das empresas"

Jornal O Minho: "AEMinho alerta que subida do preço da energia pode ser "início do colapso" das empresas"

A Associação diz que é "necessário repensar modelos"A Associação Empresarial do Minho (AEMinho), com sede em Braga, alertou hoje o Governo que o aumento "exponencial" dos custos da energia pode "representar o princípio do colapso da competitividade das empresas portuguesas, nomeadamente do setor industrial".Em comunicado hoje enviado às redações, a AEMinho adiantou estar "profundamente preocupada" com o impacto do aumento dos preços, "num tecido empresarial e industrial em que os encargos energéticos chegam a representar 30% a 40% dos custos de produção"."Chegam-nos relatos de associados para os quais o custo com a energia quase que duplicou e que veem hoje a sua situação, que já difícil pelo contexto que vivemos nos últimos anos, pela situação da calendarização da carga fiscal que já foi alvo de intervenção da AEMinho no passado, pela carga fiscal em si e pelo aumento desconexo dos combustíveis, ficar agravada, colocando em risco não só a sua competitividade no mercado, sobretudo no mercado internacional, do qual dependemos em larga escala, como também, em casos mais extremos, a viabilidade dos seus negócios e da sua atividade", reforça a associação.A AEMinho defende ser "necessário repensar modelos, perceber como balizar a atividade empresarial nesta área de forma que o desenvolvimento de uns não represente o estrangular da maioria e fragilização do nosso tecido empresarial de forma massiva e representativa"."É urgente e imperativo que o Estado não sobrecarregue recorrentemente as empresas e a atividade económica como forma de se financiar, engordando a sua tecno estrutura e fragilizando a economia real, que acrescenta riqueza, que cria emprego e que pode de facto contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento do país em todas as suas dimensões", defende.A AEMinho adiantou estar "a elaborar um programa que apresentará em breve aos seus associados que lhes permitirá dispor de uma ferramenta de grande utilidade no percurso de transição energética e digital que será o caminho das empresas nos próximos 10 anos". "Da nossa parte estamos a procurar soluções reais, práticas e eficientes que possam ajudar os nossos empresários associados a percorrer este caminho com segurança e dispondo dos recursos para tomar as melhores decisões em todos os momentos", sustenta. No início deste mês, em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, o ministro do Ambiente e da Transição Energética defendeu que o IVA da eletricidade é uma matéria que, "naturalmente", vai ser discutida em sede de Orçamento do Estado, notando que este importo desceu para quase 85% dos contratos domésticos-"Em sede de Orçamento de Estado, poderá ser discutido o 'plafond' abaixo do qual o IVA que tem uma taxa reduzida pode ou não ser variado", afirmou João Pedro Matos Fernandes.No entanto, o governante sublinhou que o IVA desceu para "um número significativo de contratos, quase 85% dos contratos domésticos".Assim, conforme defendeu, o ganho que as famílias tiveram foi "muito superior" ao aumento de 1,6% da eletricidade, no mercado regulado, ao longo deste ano.A subida de 1,05 euros por mês, em média, para a maioria dos consumidores de eletricidade em mercado regulado entrou em vigor na sexta-feira.Numa nota, publicada em 15 de setembro, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) explicou que a "tarifa de energia reflete o custo de aquisição de energia do Comercializador de Último Recurso (CUR) nos mercados grossistas, sendo uma das componentes que integra o preço final pago pelos consumidores no mercado regulado".De acordo com a ERSE, face ao aumento de preços de energia no Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel), a entidade "atualizou o preço da tarifa de energia do mercado regulado, em cinco euros por MWh, com efeitos a partir de 01 de outubro de 2021", salientando que "para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado, com potência contratada de 3,45 kVA, a atualização será cerda de 1,05 euros na fatura média mensal".Por outro lado, no caso de uma potência contratada de 6,9 kVA, o aumento rondará os 2,86 euros, indicou o regulador. Em julho a entidade já tinha aumentado o preço.

Braga TV: "Iniciativa Liberal Braga quer assumir "novo modelo de governação municipal"

Braga TV: "Iniciativa Liberal Braga quer assumir "novo modelo de governação municipal"

Uma comitiva de Iniciativa Liberal, liderada pelo presidente do partido João Cotrim Figueiredo e pela candidata à Câmara Municipal de Braga Olga Baptista, reuniu com a Associação Empresarial do Minho (AEMinho), tendo sido recebida pelos dirigentes Ramiro Brito, Ricardo Salgado e Margarida Rossi."Na agenda da visita estiveram não só as preocupações e os projectos que uniram um representativo número de empresários minhotos na recém-criada AEMinho, mas também o PRR e, sobretudo, a adoção pelos municípios de estratégias concertadas, ao nível supra-municipal e regional, para fazer face às necessidades do tecido empresarial do Minho", refere a Iniciativa Liberal.De acordo com a candidatura da Iniciativa Liberal, "tratou-se de uma reunião muito produtiva e satisfatória, da qual sobressaiu a necessidade de as autárquicas se associarem entre si e com as associações, empresas e outras instituições, de forma a pensarem em conjunto uma nova geração de políticas públicas integradas e pensadas à escala regional".Olga Baptista e João Cotrim Figueiredo aproveitaram a oportunidade para divulgar alguns conteúdos do programa liberal para Braga, com particular ênfase na proposta para que "Braga assuma a liderança na criação e concessão de novas linhas de transportes públicos intermodais à escala regional e na definição de políticas concertadas de acolhimento a trabalhadores imigrantes, que cada vez mais serão chamados a suprir necessidades das empresas".Tendo a reunião sido realizada no pólo do IPCA, local onde está localizada a sede da AEMinho, foi também abordado o papel da Câmara Municipal de Braga para "potenciar a criação de novas respostas às necessidades das empresas ao nível do ensino técnico e profissional", tendo a candidatura Iniciativa Liberal ouvido e acolhido propostas da AEMinho "para que a Câmara possa, em articulação com as empresas e as instituições de ensino, implementar programas educativos de divulgação das carreiras técnicas e profissionais, cada vez mais procuradas e valorizadas no mercado laboral".Ainda dentro da lógica de "assumir um novo modelo de governação municipal e de colocar no centro do debate novas competências e preocupações que devem ser assumidas pelas autarquias", a candidata Olga Baptista divulgou a proposta do seguro municipal de saúde, que visa "dar uma resposta local às lista de espera na saúde e permitir maior liberdade de escolha, tendo defendido que uma Câmara do século XXI deve, cada vez mais, olhar para as áreas de actuação em que pode complementar as políticas do Estado Central, com a saúde e a educação".Por seu turno, João Cotrim Figueiredo sublinhou a "satisfação dos liberais pela visão de desenvolvimento empresarial representada pela AEMinho", tendo ainda manifestado o "desejo de aprofundar o diálogo com a AEMinho num futuro próximo".

Braga TV: "Ricardo Silva afirma que crescimento de Braga "carece de políticas de acolhimento"

Braga TV: "Ricardo Silva afirma que crescimento de Braga "carece de políticas de acolhimento"

Ricardo Silva, candidato independente à Junta de São Victor, em Braga, visitou a Associação Empresarial do Minho (AEMinho), tendo sido recebido pelos dirigentes Ricardo Costa, Ramiro Brito e Margarida Rossi.Esta visita visou "perceber quais os desafios que o tecido empresarial vive, atualmente, com a Covid-19 e de que forma a Junta de Freguesia de São Victor pode auxiliar os empresários no estímulo dos seus negócios".Para o presidente da AEMinho, Ricardo Costa, "nesta fase importa apostar em políticas  de requalificação das competências pessoais e criar condições para acolher cidadãos que venham a residir na cidade de Braga, em geral e na freguesia de São Victor, em particular".Segundo o presidente da AEMinho, "em 2020, em ano Covid, as 28 empresas embaixadoras da região apresentaram uma taxa de crescimento nas suas áreas de atividades, contudo, muitas dessas empresas começam a ter problemas na mão-de-obra devido à baixa qualificação profissional para determinadas áreas e setores de atividade, o que obriga a 'importar' recursos humanos de outros pontos do mundo". Assim, para o dirigente Ricardo Costa, as "políticas autárquicas podem não conseguir resolver o problema de fundo, mas podem ter um papel fundamental na resolução do mesmo". Na questão da importação de quadros qualificados, ambos os dirigentes preconizam que "Portugal tem que ser suficientemente cativador e atrativo para fixar mão-de-obra estrangeira e que ajude a potenciar o desenvolvimento do nosso país". Para que isso aconteça, os dirigentes da AEMinho advogam "melhor qualidade de vida para os novos residentes estrangeiros, apostando, desde logo, em habitação acessível, uma boa oferta escolar e uma dinâmica inclusiva sustentada pela iniciativa cultural".Para Ricardo Costa e para Ramiro Brito, "torna-se muito importante reorganizar o ensino e a mentalidade das famílias, pois o mundo do trabalho está em franca mudança, pelo que em Portugal temos de acompanhar estes novos tempos". Os dirigentes dera, como exemplo, "a questão de trabalhadores estrangeiros que vêm para Portugal com as famílias e têm dificuldade em colocar os filhos na escola pública. Mas, mesmo quando conseguem, têm uma barreira linguística que dificulta o processo de aprendizagem, o que conduz à desmotivação dos quadros profissionais, que assim pensam em regressar ao seu país de origem, descapitalizando as empresas e dificultando o desenvolvimento das mesmas".Para o candidato Ricardo Silva, "uma das medidas que urge implementar, e que vem na linha do que tem defendido, é a criação de um Gabinete de Apoio ao Imigrante. Este gabinete poderá ser um facilitador na inclusão social e cultural, acompanhando a pessoa imigrante no conhecimento da dimensão legal, apoiando em assuntos como adquirir o número de contribuinte, o título de residência, o cartão de saúde, entre outras necessidades. Mas este Gabinete poderá fomentar visitas guiadas a locais emblemáticos de Braga e da Freguesia de São Victor, sobretudo orientadas em inglês, para um maior conhecimento da identidade local, sustentada nos usos e costumes tradicionais".A par destas iniciativas, a equipa de Ricardo Silva pretende lançar um Manual de Boas-Vindas ao Imigrante, dando a conhecer os primeiros passos da estadia em Braga e na freguesia de São Victor. Neste manual constarão parcerias com agências imobiliárias, para um maior conhecimento do mercado habitacional e dos preços praticados, bem como a localização das escolas, equipamentos de lazer, de desporto e de cultura.Ricardo Silva, que nesta visita se fez acompanhar por Vitor Teixeira e por Diogo Sá, ambos empresários, também manifestou a sua "preocupação" com a segurança, no caso de "não se apostar nas boas políticas de inclusão social". Por isso, Ricardo Silva pretende, de futuro, "estreitar os laços com a Associação Empresarial do Minho, sobretudo ao nível da realização da Feira do Emprego, de forma a estimular a empregabilidade e o desenvolvimento profissional dos habitantes de São Victor".

Jornal de Negócios: "Patrões do Minho criticam "asfixia" fiscal e apelam ao Governo para "suavizar" cobrança de impostos"

Jornal de Negócios: "Patrões do Minho criticam "asfixia" fiscal e apelam ao Governo para "suavizar" cobrança de impostos"

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) manifesta a sua "profunda preocupação" com a incidência de carga fiscal que se verifica entre julho e outubro deste ano sobre as empresas. "Não se percebe este estrangulamento financeiro num momento em que a economia precisa de liquidez."Entre julho e outubro deste ano, as empresas são expostas ao pagamento de subsídios de férias, impostos sobre os mesmos (como é habitual), acrescidos da taxa de IRC, da acumulação dos planos prestacionais da segurança social, movidos de novembro e dezembro de 2020 para julho a outubro de 2021, dos planos prestacionais de IVA, além dos balanços de IVA periódicos referentes a períodos não prestacionais. "A tudo isto acresce o vencimento das moratórias, também no mês de setembro", lembra a Associação Empresarial do Minho (AEMinho), que manifesta a sua "profunda preocupação com a incidência de carga fiscal que se verifica entre julho e outubro deste ano sobre as empresas, fruto da calendarização feita pelo Governo como meio de combate à crise provocada pela covid-19", afirma, em comunicado enviado às redações esta quinta-feira, 2 de setembro. "É incomportável para as empresas que, após dois anos de retração económica provocados pela situação pandémica mundial, no momento em que recomeçam a operar com alguma normalidade, mas ainda a recuperar da adversidade económica que se viveu, a calendarização fiscal não tenha em atenção que este são tradicionalmente os meses mais difíceis pela sobrecarga de despesas que acarretam em períodos em que a produtividade tende a descer", afirma Ricardo Costa, presidente da AEMinho."O planeamento e calendarização fiscal tem de ter em conta o contexto temporal em que é aplicado. O Governo não pode ignorar ou descuidar estes aspetos quando toma decisões que vão colocar em causa a liquidez e tesouraria das empresas, sob pena de as mesmas não terem recursos para honrar os seus compromissos", alerta o mesmo dirigente associativo.A AEMinho considera "estrutural que as empresas sejam ouvidas e tidas em conta num processo de decisão que, na verdade, as atinge diretamente".Para esta associação empresarial minhota, "é fundamental que o poder político entenda que, factualmente, a maior fonte de receita do Estado deriva dos impostos diretos ou indiretos que resultam da atividade empresarial e de todo o seu universo, sejam eles os impostos sobre os negócios, sobre os rendimentos coletivos ou singulares de empresários e colaboradores", pelo que, neste contexto, diz que "não se percebe este estrangulamento financeiro num momento em que a economia precisa de liquidez para poder operar, crescer e ser competitiva"."Não podemos embarcar nas análises de crescimento que comparam a evolução económica desta altura com períodos em que a economia estava em situação de abrandamento ou até estagnação, em alguns setores, por força da situação pandémica que vivemos", ressalva, contrapondo que "a análise do crescimento económico deve ser realizada tendo como base de comparação períodos nos quais a conjuntura económica não apresentava fatores extraordinários que forçaram o seu abrandamento, como foi o caso da pandemia". Assim, a AEMinho apela aos decisores políticos para "criarem canais de comunicação com as empresas e as tomem em conta nos momentos e parâmetros de decisão desta natureza", estendendo este grito de alerta "no sentido de apelar ao Governo que tome medidas imediatas para suavizar este impacto brutal que a carga fiscal está a ter na tesouraria das empresas, sob pena de criarmos situação de asfixia irreversível de inúmeras empresas, com todos os impactos económicos e sociais que daí advêm", avisa.