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AEMinho reúne especialistas e empresários em Vila Verde para debater bloqueios estruturais e caminhos de reforma para Portugal

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12 DEZ. 2025

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) promoveu, na última noite, um jantar-debate “Portugal, de que é que estás à espera?”, um encontro destinado a analisar os entraves históricos ao crescimento económico nacional e a identificar soluções concretas para reformas estruturais há muito adiadas.A iniciativa decorreu no Maison Albar Amoure, em Vila Verde, e juntou dezenas de empresários e líderes regionais num debate marcado pela pluralidade de perspetivas e pela urgência das conclusões.Apesar de o Orçamento do Estado para 2026 reforçar a sustentabilidade económica como prioridade, os intervenientes foram unânimes: Portugal continua sem avançar com reformas profundas que garantam competitividade e desenvolvimento a longo prazo.Produtividade baixa, burocracia e défice de capital humano continuam a travar o paísDurante a sessão foram identificados fatores persistentes que condicionam o crescimento económico: baixa produtividade, excesso de burocracia, sistema fiscal complexo, escassez de capital humano qualificado, investimento privado reduzido e fraca capacidade de inovação. Problemas que, segundo os participantes, não se resolvem com medidas avulsas, mas exigem uma transformação transversal, estruturada e orientada para reforçar o papel das empresas no desenvolvimento do país.O debate destacou ainda a importância de o setor empresarial assumir uma postura mais interventiva, influenciando políticas públicas e contribuindo de forma ativa para um crescimento económico sustentável.Painel plural e orientado para soluçõesO painel contou com intervenções do ex-presidente da Câmara do Porto Rui Moreira, do eurodeputado Francisco Assis e do empresário Carlos Palhares. A moderação esteve a cargo do economista José Maria Pimentel, enquanto André Vasconcelos, Tax Partner na Deloitte, assegurou o enquadramento inicial do tema. A diversidade de sensibilidades — autárquica, política, empresarial e técnica — permitiu uma análise abrangente dos desafios e das reformas prioritárias.“Portugal vive num momento crítico”, alerta presidente da AEMinhoPara Ramiro Brito, presidente da AEMinho, o país enfrenta uma encruzilhada decisiva:“Vivemos uma conjuntura económica tendencialmente positiva, mas movemo-nos em gelo muito fino. As previsões de crescimento e estabilidade têm pouca margem para erros. Ao mesmo tempo, há um descrédito profundo no funcionamento do Estado, que consome cada vez mais recursos sem garantir serviços eficientes.”O dirigente criticou ainda a ineficiência estrutural em áreas como justiça, educação, saúde e serviços públicos, bem como um quadro legislativo que considera “desfasado da realidade”. Para Ramiro Brito, os empresários continuam a ser alvo de “visões oportunistas” que alimentam divisões artificiais com os trabalhadores.Foi neste contexto que a AEMinho decidiu lançar o jantar-debate:“É urgente um debate frontal, desinibido e apartidário. Reunimos pessoas com visão multidimensional e esclarecida, capazes de contribuir para o caminho de transformação que queremos continuar a promover. É por aqui que as empresas podem ajudar a mudar Portugal”, sublinha. O encontro encerrou com o compromisso de manter viva a discussão e reforçar o papel da comunidade empresarial na construção de um país mais competitivo, moderno e sustentável.Veja a notícia AQUI

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Jornal O Amarense: "AEMinho quer metro de superfície no Quadrilátero e propõe cimeira com vista a "solução intermédia e imediata"

Jornal O Amarense: "AEMinho quer metro de superfície no Quadrilátero e propõe cimeira com vista a "solução intermédia e imediata"

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) manifestou, esta quarta-feira, o "agrado e entusiasmo" pela intenção dos presidentes dos municípios do Quadrilátero Urbano em estabelecer, como objetivo, a construção de um metro de superfície que ligue as respetivas quatro cidades - Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães.Em comunicado, a associação empresarial afirma que "da nossa parte, e como agentes congregadores de tecido empresarial do Minho, seremos uma parte activa e cooperante na concretização deste projecto que dará resposta, a longo prazo, a um problema real que afecta todas as empresas da região e que tem a ver com a mobilidade de trabalho intermunicipal".A AEMinho entende que "é estrutural encontrar soluções" que consigam dar uma "resposta mais imediata" ao problema da mobilidade intermunicipal que, a "prolongar-se no tempo, terá consequências sócio-económicas nefastas para a região e para as suas pessoas".CIMEIRAConsiderando que com os "recursos de mobilidade existentes" é possível encontrar uma "solução mais imediata, que medeie o tempo em que estamos com a conclusão de um projecto para esta envergadura", o organismo presidido por Ricardo Costa vai solicitar audiências com as quatro autarquias, com o objetivo de promover "coletivamente" uma "cimeira de mobilidade intermunicipal", com a representação de todas as empresas e entidades que operam na região, bem como as autarquias e o Poder Central.A intenção, refere a AEMinho, é encontrar "uma solução de articulação" entre estas entidades, com "o objectivo de viabilizar, num tempo mais curto, uma solução intermunicipal integrada e que dê uma resposta imediata a este problema que é estrutural para o desenvolvimento da região".

Jornal Eco: "Empresários entregam “programa de governo” ao novo ministro da Economia"

Jornal Eco: "Empresários entregam “programa de governo” ao novo ministro da Economia"

Empresários esperam que António Costa Silva seja “o advogado das empresas” nas reuniões do Conselho de Ministros e mostram ao ECO o caderno de encargos para o sucessor de Siza Vieira na Horta Seca.Os empresários e gestores portugueses não poupam elogios a Pedro Siza Vieira na hora da saída, mas estão confiantes para o início do mandato de António Costa Silva, ex-gestor da Partex, que aos 70 anos chega a ministro da Economia. Do financiamento da inovação à atração de recursos humanos, passando pela fiscalidade e pela desburocratização da máquina do Estado, confira as prioridades definidas pelos líderes empresariais ouvidos pelo ECO.Conhecido por “senhor PRR” (Plano de Recuperação e Resiliência), dado ter sido ele a definir a visão estratégica deste documento, Costa Silva ganhou protagonismo no início da pandemia pela mão do primeiro-ministro, que viria a nomeá-lo presidente da comissão de acompanhamento desse programa. A partir desta tarde, já empossado por Marcelo, será de dentro do Executivo que poderá ajudar a executar a “bazuca” e outras políticas que defendeu na praça pública nos últimos anos.“Não vai ter uma tarefa fácil a substituir Pedro Siza Vieira, que tinha uma ligação grande com as empresas, uma visão para a economia em geral e era um dos valores acrescentados do governo anterior”, reconhece Carlos Ribas, responsável da Bosch em Portugal, aconselhando o novo governante a “olhar fortemente para a área da investigação e desenvolvimento” (I&D), para que Portugal seja “um país de conhecimento, inovador e que traz soluções para o mundo”, sobretudo no setor industrial e das tecnologias.Em declarações ao ECO, o engenheiro que lidera as operações portuguesas da multinacional alemã e que tem projetos de inovação no Minho ou com a academia do Porto na condução autónoma defende que o novo ministro continue a “fomentar as parcerias entre as universidades e as empresas”, intervindo ao nível do financiamento, mas também da auditoria e controlo, com o envolvimento da AICEP, da Agência de Inovação (ANI) e do próprio Ministério.Outro ponto relevante apontado por Carlos Ribas é a celeridade na aprovação dos contratos e dos projetos. “Por norma, esses processos de validação são demorados. E têm de ser muito mais célere porque a inovação é o momento. Algo que hoje é um processo ou produto inovador, se demorar um ano na aprovação, [no final desse prazo] outros já o terão posto no mercado”, contextualiza o porta-voz da Bosch, que tem fábricas em Braga, Ovar e Aveiro.Já para o CEO e cofundador da Critical Manufacturing, a escolha de António Costa Silva é “o corolário lógico de ter sido o pai do Plano de Recuperação e Resiliência”, embora assinale que “não deixa de ser curioso o facto de ter um reconhecido conhecimento sobre o setor energético, mas não contar com a pasta da Energia neste Ministério”.O novo membro do Governo “terá de provar que foram infundadas as críticas” ao PRR por ser “demasiadamente orientado para o setor público” e também, insiste Francisco Almada Lobo, que “há outras ideias para a economia, além do investimento público, e que passem por dotar o país de condições para que as suas empresas sejam competitivas nos mercados globais, atuando nas áreas de simplificação burocrática, competitividade fiscal e laboral”."Terá de provar que há outras ideias para a economia, além do investimento público, e que passem por (…) atuar nas áreas de simplificação burocrática, competitividade fiscal e laboral."Francisco Almada LoboCEO e cofundador da Critical ManufacturingPor outro lado, o desejo dos industriais da metalurgia e metalomecânica, os mais exportadores da economia nacional, é que Costa Silva “venha a ser um advogado das empresas no seio do conselho de ministros, capaz de enfrentar com sucesso não só os habituais bloqueios do Ministério das Finanças, como também as reservas e desconfianças que uma parte da máquina do Estado persiste votar à atividade privada”.Às prioridades no “curtíssimo prazo” do lay-off simplificado e dos apoios diretos às empresas para enfrentarem os aumentos de preço na energia e nas matérias-primas, Rafael Campos Pereira, vice-presidente executivo da AIMMAP, soma medidas para a legislatura como a “aposta estrutural nas tecnologias de produção e de informação como base estruturante da economia” ou a “assunção da liderança do processo de requalificação dos portugueses”."O ministro tem de perceber o drama que é hoje para uma empresa portuguesa contratar e atrair pessoas, agilizando processos e a identificação de cidadãos estrangeiros que possam aqui fixar-se e colmatar essa falha."Ricardo CostaPresidente da Associação Empresarial do Minho e CEO do Grupo Bernardo da CostaTambém Ricardo Costa, presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho), pede ao novo ministro para intervir na política energética com “medidas concretas que impliquem uma redução efetiva dos custos e não com medidas compensatórias ou de mecanismos financeiros”. Mas igualmente ao nível da atração de talento, percebendo o “drama” das empresas nacionais na contratação e atuando em duas dimensões imediatas.A primeira tem a ver com a escassez, “agilizando processos e identificação de cidadãos estrangeiros que possam aqui fixar-se e colmatar essa falha”, assim como enquadrar melhor a formação com a oferta do mercado de trabalho. “Ao mesmo tempo é fundamental perceber o custo do trabalho em termos de carga fiscal e entendê-lo como um fator de subdesenvolvimento, pela disparidade entre os custos de trabalho para as empresas e os valores que depois os trabalhadores efetivamente recebem”, completa o também CEO do Grupo Bernardo da Costa.De Braga para Estarreja, Miguel Carvalho repete o foco na formação profissional e nas escolas técnicas, com o administrador da centenária Adico, a mais antiga empresa de mobiliário metálico do país, a sustentar que a solução pode passar pelo “conceito das empresas/escolas com a defesa e promoção do conhecimento das profissões de serralharia, torneiros, carpinteiros, pintores, entre muitas outras, sustentado nas práticas quotidianas das empresas”.O líder da histórica empresa fundada por Adelino Dias Costa, que exporta 30% da produção para países como França, Espanha, Malta, Bélgica, Itália, Japão, Coreia do Sul e EUA, quer que os apoios do PRR cheguem “mais diretamente às empresas e não com a visão de associativismo” e sublinha que a carga fiscal “continua a inibir o empreendedorismo e o investimento”, apontando o dedo às taxas “altamente penalizadoras” no IVA, IRS e Segurança Social.A partir de Baião, onde está sediada a Vialsil, Paulo Portela faz questão de começar por agradecer a Pedro Siza Vieira pela “dedicação que teve com as empresas”, pedindo ao sucessor que não se esqueça das PME. “Sejam do litoral ou do interior, todas são importantes, fundamentalmente as que pagam impostos, criam riqueza e postos de trabalho”, acrescenta. O administrador desta empresa especializada na área das vias de comunicação, que fornece estruturas metálicas, barreiras acústicas, painéis de sinalização ou rails de segurança, sugere que Costa Silva “trabalhe com as empresas para que consigam, bem lideradas, seguir em frente e ultrapassar as dificuldades”.“A questão do IVA de caixa seria importante para a tesouraria das empresas e é algo de que já se fala há muitos anos. E a agilização dos processos de aprovação dos projetos ligados ao PRR, bem como o acesso a informação sobre os mesmos”, prioriza Pedro Araújo. O CEO da Brandit, uma agência digital de Barcelos que emprega 16 pessoas e fatura perto de um milhão de euros, salienta, por outro lado, o facto de o Ministério englobar também a pasta do mar, para onde foi recrutado o ex-autarca de Viana do Castelo, “devido à dimensão e sentido de expansão” da Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Portugal.Mais indústria, menos taxas e papelO aumento exponencial dos preços da energia que “vão trazer-nos limitações a curto e médio prazo na produção” e a subida dos custos e a escassez de materiais para a embalagem dos vinhos, desde as garrafas ao papel, é uma preocupação do diretor-geral da alentejana Herdade do Rocim, alargada a todos os empresários. De resto, quanto ao nome de Costa Silva, Pedro Ribeiro apresenta-o como “um empresário com larga experiência, [que] por isso está consciente que a saúde económica do país passa pela saúde das empresas”.Já o apelo da Associação Empresarial de Portugal (AEP) vai para a formação de uma espécie de “task force interministerial” para corrigir debilidades estruturais e eliminar custos de contexto. Sendo que na lista de afazeres do novo ministro deve estar “a valorização da indústria (…), pelo elevado potencial de inovação e de efeito de arrastamento em vários setores, a montante e a jusante”. “A prioridade deverá ser a reindustrialização. O caminho deverá passar pela criação de condições que tornem efetivamente as empresas portuguesas competitivas”, concorda Óscar Neto, presidente do Grupo MSTN, que detém a marca Mistolin.Gualter Morgado, diretor executivo da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), reconheceu à Lusa que “quem entra para o Ministério da Economia numa fase destas vai ter uma tarefa hercúlea”. “Porque as empresas vão precisar, acima de tudo, de quem as ajude a agilizar e a retirar dificuldades burocráticas, a anular processos, a agilizar procedimentos e a eliminar os custos de contexto são gerados pela burocracia, para que as coisas possam fluir de uma forma muito mais rápida”, sustenta o dirigente associativo."A reforma fiscal é fundamental para permitir às empresas investirem de forma adequada, não entregando ao Estado dinheiro ganho pelos contribuintes e que o Governo esbanja em investimentos sem interesse."Luís AranhaCEO da Mike Davis“Acreditamos que a nomeação de António Costa Silva, enquanto nome escolhido para assumir a pasta do Ministério da Economia, está alinhada com o pensamento de elevação e apoio da economia do país, sobretudo depois do contexto exigente que vivemos nos últimos anos. Que a sua experiência e competência, outrora relevada no papel fundamental que desempenhou no desenvolvimento do PRR, permita que todos cresçam de forma mais sustentada possível, sobretudo as empresas que são 100% portuguesas”, diz Celso Lascasas, fundador da empresa de mobiliário Laskasas, sediada em Paredes.Menos confiante está Luís Aranha, CEO da Mike Davis, que na semana passada ouviu “com alguma tristeza, mas sem surpresa os nomes dos ministros da Economia e das Finanças”. O empresário do ramo do vestuário entende que a reforma fiscal é o elemento fundamental para “dar uma vida nova à economia, melhorando o rendimento da classe média e permitindo às empresas investirem de forma adequada, não entregando ao Estado dinheiro ganho pelos contribuintes e que o Governo esbanja em investimentos sem interesse”.

Correio do Minho: "AEMinho preocupada com subida dos custos de energia e preço dos combustíveis"

Correio do Minho: "AEMinho preocupada com subida dos custos de energia e preço dos combustíveis"

Associação Empresarial apela ao Governo para que crie a avance com medidas de apoio que verdadeiramente ajudem os empresários a responder e até suportar estes constantes aumentos.A Associação Empresarial do Minho afirmou-se ontem, através de comunicado enviado às redacções, extremamente preocupada enquanto assiste ao aumento exponencial dos preços da energia e dos combustíveis.“Temos assistido, desde Junho de 2021 até ao dia de hoje, a um aumento de 400% do preço do Kwh, que passou de 0,065€/ kwh em Junho de 2021 para 0,25€/Kwh em Fevereiro de 2022. Este aumento representa uma ameaça gravíssima ao tecido empresarial português e põe em causa não só a sustentabilidade de muitos negócios e empresas, como também a estabilidade de preços e a consequente perda de competitividade das empresas portuguesas”, refere comunicado enviado pela direcção da associação minhota às redacções.“Se adicionarmos a isto a oscilação imprevisível dos preços dos combustíveis, percebemos que o cerco energético ao sistema produtivo nacional é grave, preocupante, com consequências imprevisíveis e cuja dimensão poderá ter enorme impacto económico e social”, continuam os dirigentes, para logo apelarem à tomada de acções por parte do Governo - “Este é o tempo de termos acções concretas e estruturadas ao nível governamental que não passem por mera maquilhagem político-económica. As empresas não precisam de linhas de crédito para compensar estes aumentos, o endividamento também não gera por si só riqueza ou valor acrescentado e não é um elemento que seja fundamental no processo de posicionamento nos mercados em termos de competitividade. E se já não é per si, também não o é quando a linha de apoio criada oferece condições que se conseguem no mercado financeiro sem a intervenção do Estado”.Para a direcção da Associação Empresarial do Minho, neste momento, o que o país precisa é de uma “reforma fiscal séria e ponderada”. As empresas não pedem a diminuição dos impostos sobre os lucros, pedem uma diminuição dos impostos sobre os factores produtivos, os recursos necessários para que o sistema produtivo funcione e seja eficiente. Pedem também um alívio da carga fiscal sobre o recurso mais valioso que existe: os recursos humanos.“Os impostos sobre o trabalho em Portugal tornam a tarefa de elevar o nível de remunerações hercúlea. As empresas gastam imenso para que os trabalhadores recebam pouco, por vezes menos de metade do valor que de facto custam”, revela o comunicado produzido pela associação empresarial minhota.“Esta ideia de engrossar a máquina do Estado que não gera riqueza à custa do aumento de impostos e do aproveitamento fis- cal das vicissitudes da conjuntura internacional que vivemos é não só errada do ponto de vista estratégico, como também cria uma entropia no desenvolvimento das empresas, cujos custos e consequências serão muito relevantes e com influência directa da vida de todos os portugueses”, afirmam ainda os responsáveis da associação.

Comunicado: AEMinho preocupada com a subida dos custos de energia e dos preços dos combustíveis

Comunicado: AEMinho preocupada com a subida dos custos de energia e dos preços dos combustíveis

Braga, 17 de março de 2022: É com enorme preocupação que a AEMinho assiste ao aumento exponencial dos preços da energia e dos combustíveis. Temos assistido, desde junho de 2021 até ao dia de hoje, a um aumento de 400% do preço do Kwh, que passou de 0,065€/kwh em junho de 2021 para 0,25€/Kwh em fevereiro de 2022. Este aumento representa uma ameaça gravíssima ao tecido empresarial português e põe em causa não só a sustentabilidade de muitos negócios e empresas, como também a estabilidade de preços e a consequente perda de competitividade das empresas portuguesas.Se adicionarmos a isto a oscilação imprevisível dos preços dos combustíveis, percebemos que o cerco energético ao sistema produtivo nacional é grave, preocupante, com consequências imprevisíveis e cuja dimensão poderá ter enorme impacto económico e social.Este é o tempo de termos ações concretas e estruturadas ao nível governamental que não passem por mera maquilhagem político-económica. As empresas não precisam de linhas de crédito para compensar estes aumentos, o endividamento também não gera por si só riqueza ou valor acrescentado e não é um elemento que seja fundamental no processo de posicionamento nos mercados em termos de competitividade. E se já não é per si, também não o é quando a linha de apoio criada oferece condições que se conseguem no mercado financeiro sem a intervenção do Estado. O país precisa de uma reforma fiscal séria e ponderada. As empresas não pedem a diminuição dos impostos sobre os lucros, pedem uma diminuição dos impostos sobre os fatores produtivos, os recursos necessários para que o sistema produtivo funcione e seja eficiente. Pedem também um alívio da carga fiscal sobre o recurso mais valioso que temos: os nossos recursos humanos. Os impostos sobre o trabalho em Portugal tornam a tarefa de elevar o nível de remunerações hercúlea. As empresas gastam imenso para que os trabalhadores recebam pouco, por vezes menos de metade do valor que de facto custam.Os empresários percebem o papel social e a responsabilidade estrutural do seu contributo para o desenvolvimento económico e social do país e, por isso, mesmo as suas exigências visam o aumento da competitividade, os alívios fiscais visam desde logo os fatores produtivos e o trabalho, ou seja, o alívio fiscal sobre os rendimentos dos seus colaboradores.Esta ideia de engrossar a máquina do Estado que não gera riqueza à custa do aumento de impostos e do aproveitamento fiscal das vicissitudes da conjuntura internacional que vivemos é não só errada do ponto de vista estratégico, como também cria uma entropia no desenvolvimento das empresas, cujos custos e consequências serão muito relevantes e com influência direta da vida de todos os portugueses.Nesse sentido, a AEMinho irá solicitar ao novo governo, assim que o mesmo seja nomeado e empossado, uma reunião de trabalho na qual pretendemos não só demonstrar o nosso descontentamento e evidenciar a gravidade da situação, como também sugerir alternativas para que aqui se encontre um caminho e uma resposta às necessidades e preocupações dos empresários.

Rádio Renascença: "Empresas do Minho com 800 ofertas de emprego para refugiados da Ucrânia"

Rádio Renascença: "Empresas do Minho com 800 ofertas de emprego para refugiados da Ucrânia"

Associação Empresarial do Minho lança portal de emprego para refugiados e prepara projeto para a fixação de mão de obra estrangeira na região.A Associação Empresarial do Minho lançou o “HelpUkcraine”, um portal de emprego específico para cidadãos ucranianos que, em pouco mais de uma semana, reuniu “mais de 800 vagas”, adianta o presidente da associação de empresários, Ricardo Costa.“Há uma carência de talento nas empresas da nossa região e, sabendo do que está a acontecer na Ucrânia, criamos uma plataforma onde os nossos associados podem registar as ofertas de emprego. Ao dia de hoje, a plataforma tem mais de 800 vagas para acolher refugiados vindos da Ucrânia”, diz o responsável.O portal de emprego é apenas uma das iniciativas previstas no âmbito do “Working Minho”, um plano mais alargado que visa a integração e a fixação de cidadãos ucranianos. O objetivo, explica Ricardo Costa, é garantir as “melhores condições de acolhimento”.“Não podemos criar o risco de não ter as condições para acolher as pessoas devidamente”, afirma. “Uma solução que pode parecer muito interessante agora, pode transformar-se num problema ainda maior daqui a três ou seis meses”. Por isso, a AEMinho está a trabalhar, "em conjunto com o governo e com as autarquias", para tentar “dar as melhores condições de integração a estas pessoas que vão chegar ao nosso país”, revela.O alojamento ou a formação são algumas das questões visadas no projeto Working Minho que quer fixar mão de obra estrangeira para colmatar a “carência de talento” que a região vive.“São pessoas que necessitamos muito”, admite o empresário que adianta que são precisas “50 mil pessoas de imediato” para que as empresas da região possam "crescer e colocar em prática os seus planos de expansão".

Jornal O Minho: "AEminho reuniu pela primeira vez em Conselho Geral"

Jornal O Minho: "AEminho reuniu pela primeira vez em Conselho Geral"

No passado dia 03 de março, reuniram pela primeira vez no Altice Fórum, em Braga, os membros do Conselho Geral da Associação Empresarial do Minho (AEMinho), um encontro liderado pelo presidente do Conselho Geral da associação, José Manuel Capa Pereira, foi hoje anunciado.Em nota de imprensa, a associação empresarial refere que estiveram presentes "32 pessoas das mais importantes instituições da região, universidades, politécnicos, CIMs, empresários e personalidades de relevo que, pela primeira vez, se juntaram à mesma mesa para discussão de temas estruturais da nossa comunidade".Na reunião foram apresentados objetivos do Conselho Geral, enquanto órgão consultivo da AEMinho, e foram auscultados os presentes no que diz respeito a temas estruturais a que a associação deverá estar atenta.A associação salienta a "transversalidade do tema de atração, formação e requalificação de pessoas, bem como o da integração dos refugiados ucranianos na sociedade e a sua fixação na região"."Neste último ponto, houve particular incidência no tema habitação, onde se pediu a intervenção das CIMs presentes para se empenharem em encontrar uma solução a ser tida em conta na próxima revisão do PDM", refere a nota.No mesmo alinhamento, o presidente da direção da AEMinho apresentou o programa Work in Minho, que tem vindo a ser desenvolvido pela associação nos últimos meses, para colmatar a falta de pessoas recorrentemente pelos seus associados."AEMinho está empenhada em trazer pessoas de outras geografias para o Minho, em articulação com as instituições diplomáticas, com o poder central e local, integrando a oferta das empresas com as pessoas, meios e entidades locais, que serão vitais na fixação e aculturação ao nosso meio", pode ler-se.De acordo com a mesma nota, o segundo vetor do programa Work in Minho "pretende criar as condições para uma maior aproximação entre a oferta de formação e as necessidades do mercado de trabalho, em estreita cooperação com as entidades de Ensino e Formação da região e com as empresas"."A AEMinho acredita que assim será possível fomentar a qualificação e requalificação/reconversão de pessoas e currículos, servindo, desta forma, melhor a comunidade onde se insere", lê-se.De acordo com o comunicado, foram oficialmente integrados no Conselho a CCDR-Norte, António Manuel de Almeida-Dias (CESPU), António Rui Sousa Dias Amorim (CITEVE), Carlos Rodrigues (IPVC), Domingos Bragança (CIM Ave), Emília Vieira (AEMinho), João Manuel Duque (Universidade Católica), João Redondo (Universidades Lusíada), Jorge Ortiga (Arquidiocese de Braga), José Fernando Gomes Mendes (Fundação Mestre Casais), José Teixeira (AEMinho), Lars Montelius (INL), Manoel Batista (CIM Alto Minho), Maria José Fernandes (IPCA), Ricardo Costa (AEMinho), Ricardo Jorge Silvério Magalhães Machado (CCG), Ricardo Rio (CIM Cávado), Rui Enes (APTIV) e Rui Vieira de Castro (UMinho).

Jornal de Negócios: "Patrões do Minho conseguiram já 750 empregos para refugiados ucranianos"

Jornal de Negócios: "Patrões do Minho conseguiram já 750 empregos para refugiados ucranianos"

Em apenas uma semana, a Associação Empresarial do Minho (AEMinho) angariou 750 vagas de emprego para cidadãos ucranianos em áreas ligadas à indústria têxtil, hotelaria, eletromecânica, tecnologias de informação, arquitetura, engenharia civil e outras oportunidades técnicas.Meia dúzia de dias depois de ter apelado à cessação das relações comerciais com a Rússia e criado programas de apoio aos cidadãos ucranianos, como um portal de apoio aos refugiados ucranianos, através da oferta de oportunidades de emprego, a Associação Empresarial do Minho (AEMinho) dá conta dos primeiros resultados da sua ação."Em apenas uma semana, a AEMinho angariou 750 vagas de emprego para cidadãos ucranianos em áreas ligadas à indústria têxtil, hotelaria, eletromecânica, tecnologias de informação, arquitetura, engenharia civil e outras oportunidades técnicas", revela a organização patronal minhota, em comunicado.Nesse portal, os empresários podem colocar "de forma simples e rápida as ofertas de emprego a serem remetidas para as entidades diplomáticas ucranianas para a receção, emprego, fixação e integração de refugiados que queiram vir para o nosso país e para a nossa região trabalhar e fixar as suas famílias", explica a associação liderada por Ricardo Costa, CEO do grupo bracarense Bernardo da Costa, conhecido por oferecer férias em destinos paradisíacos aos seus trabalhadores em Portugal."É com grande entusiasmo de sentimento de gratidão que vemos a resposta imediata da sociedade empresarial ao repto lançado por esta associação. Acreditamos no papel abrangente e transversal de uma associação desta natureza na sociedade e esta é uma forma de demonstrar que a comunidade empresarial está perfeitamente alinhada com os valores humanistas que envolvem esta situação extrema que os ucranianos estão a viver", enfatiza Ramiro Pinto, vice-presidente da AEMinho."Iremos continuar a estabelecer pontes, iniciativas concretas para dar resposta às necessidades humanitárias que resultam desta invasão e reiteramos o apelo ao isolamento da Rússia em termos económicos e empresariais como forma de dar também aos russos como povo as ferramentas para poderem não só parar a ofensiva ilegal e devastadora de Putin, como estruturarem um futuro mais próspero, humanista e democrático para toda a população russa", afirma Ramiro Brito.O portal de oferta de emprego promovido pela AEMinho mantém-se ativo em https://ae-minho.pt/help-ukraine.php