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Diário do Minho: AEMinho propõe cinco medidas para dinamizar economia do Minho

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19 MAR. 2026

A Associação Empresarial do Minho apresentou à Assembleia da República cinco propostas estratégicas para reforçar a competitividade, qualificação da mão de obra e investimento na região.A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) esteve, nos dias 17 e 18 de março, na Assembleia da República, onde se reuniu com o presidente da Assembleia e com várias bancadas. O objetivo foi apresentar a Agenda para a Competitividade, com cinco áreas prioritárias, para enfrentar problemas estruturais que impactam a competitividade, o investimento e o crescimento económico da região.Na competitividade fiscal, a AEMinho propõe um regime mais simples e previsível, com incentivos à capitalização das empresas, redução da tributação sobre trabalho e resultados reinvestidos, e estabilidade fiscal plurianual para garantir segurança a investidores e empresas.Sobre a qualificação da força de trabalho, a associação defende programas de requalificação rápida e prática, reforço do ensino profissional e dual, melhor planeamento das vagas no ensino superior e atração de talento qualificado, com foco nas áreas de maior escassez como indústria, tecnologia, energia e saúde.Na simplificação administrativa, a proposta passa por processos digitais integrados, criação de balcão único para empresas, eliminação de procedimentos redundantes e definição de prazos máximos para decisões, aumentando a eficiência e reduzindo burocracia.Quanto à modernização do mercado de trabalho, a AEMinho sugere reforço da negociação coletiva, modelos de flexissegurança e resolução rápida de conflitos laborais, conciliando competitividade com proteção social.Por fim, na aceleração do investimento, defende-se a definição de prazos curtos e vinculativos para licenciamento, vias rápidas para projetos estratégicos e integração digital de entidades, assegurando maior celeridade e coordenação em projetos industriais, energéticos e logísticos.«É essencial esta relação próxima com o parlamento, para levarmos a mensagem das empresas e contribuir para decisões mais assertivas e concretas», afirma Ramiro Brito, presidente da AEMinho.A associação considera que Portugal reúne condições para reforçar a competitividade económica, sendo essencial avançar com reformas que aumentem a confiança dos investidores, reduzam a burocracia, incentivem o investimento produtivo e valorizem o talento, construindo uma economia mais dinâmica e inovadora.Veja a notícia AQUI

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Artigo de Ramiro Brito, no Jornal Público: Flexibilidade sem ambição não é reforma

Artigo de Ramiro Brito, no Jornal Público: Flexibilidade sem ambição não é reforma

O pacote laboral apresentado pelo Governo parte de um diagnóstico correto: o mercado de trabalho português precisa de mudança. A introdução de maior flexibilidade em matérias como contratos, organização do tempo de trabalho ou gestão de recursos humanos aponta, sem dúvida, na direção certa.Mas é precisamente aí que reside a limitação central desta proposta — a falta de ambição. As alterações apresentadas são, no essencial, incrementais. Corrigem alguns bloqueios, aliviam parcialmente a rigidez, mas ficam aquém do necessário para transformar verdadeiramente o funcionamento do mercado de trabalho em Portugal. Mesmo do lado da flexibilidade, o alcance das medidas continua a ser curto, tímido, insuficiente para responder aos desafios de competitividade que o país enfrenta. E isso levanta uma questão inevitável: queremos reformar ou apenas ajustar?Existe um modelo claro que tem vindo a afirmar-se nas economias mais competitivas: um sistema que combina elevada flexibilidade para as empresas com uma forte segurança para os trabalhadores nas fases de transição. Não se trata de escolher entre um lado e o outro, mas de construir um equilíbrio exigente, onde ambos se reforçam mutuamente.Neste modelo, a mobilidade laboral é assumida como uma realidade inevitável — e até desejável — num mercado dinâmico. A diferença está na forma como essa mobilidade é gerida. Em vez de gerar instabilidade, é acompanhada por mecanismos eficazes de proteção no desemprego, políticas ativas de emprego e uma aposta consistente na formação ao longo da vida. A confiança substitui o medo. A mudança deixa de ser um risco e passa a ser uma oportunidade.Portugal continua longe deste paradigma. E o atual pacote laboral, apesar de positivo na intenção, não rompe com o modelo híbrido que tem marcado as últimas décadas: alguma rigidez onde seria necessária agilidade, alguma flexibilidade onde seria exigida maior proteção estruturada.Mas há um outro obstáculo que importa enfrentar com clareza. Parte do bloqueio à evolução do mercado de trabalho em Portugal não é apenas técnico — é ideológico. Persistem setores sindicais e correntes de pensamento que continuam a encarar a proteção dos trabalhadores como um exercício de limitação das empresas. Essa visão não só está desajustada da realidade económica contemporânea, como tem produzido resultados que são hoje evidentes: baixa produtividade, dificuldade em atrair investimento e uma crescente fragilidade estrutural do emprego.Não é possível construir um país verdadeiramente progressista com base numa lógica de confronto permanente entre trabalho e capital. Essa dicotomia pertence a um tempo que já não responde aos desafios atuais. A proteção dos trabalhadores não se faz contra as empresas. Faz-se com empresas fortes, capazes de crescer, de investir e de criar oportunidades. E faz-se, sobretudo, garantindo que as transições no mercado de trabalho são acompanhadas com segurança, dignidade e perspetiva de futuro.O Governo deu um sinal. Mas um sinal não é uma reforma.Portugal precisa de mais do que ajustes graduais. Precisa de uma escolha clara de modelo — e essa escolha passa por assumir, sem hesitações, um caminho de flexibilidade com segurança, adaptado à sua realidade.Seria, aliás, do mais elementar interesse nacional que esta matéria fosse tratada com sentido de responsabilidade institucional e não de confronto político. Os modelos estão estudados, testados e os seus resultados são conhecidos. Já não estamos no domínio da ideologia, mas da evidência.Por isso, mais do que uma reforma de circunstância, o país precisa de um compromisso duradouro — um consenso parlamentar alargado que permita dar estabilidade, previsibilidade e credibilidade a uma transformação que é estrutural.Sem ambição, continuaremos a gerir um sistema que não serve plenamente nem trabalhadores nem empresas.Com ambição, podemos finalmente construir um mercado de trabalho moderno, equilibrado e competitivo.A diferença está na coragem de decidir.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo ÉrreLeia o artigo AQUI

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30 MAR. 2026

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Artigo de Ramiro Brito, no Observador: Os combustíveis. Perceber, analisar, agir

Artigo de Ramiro Brito, no Observador: Os combustíveis. Perceber, analisar, agir

Um país periférico, com forte dependência do transporte rodoviário e ainda demasiado exposto à energia importada, não pode continuar a reagir à subida dos combustíveis como quem apaga fogos Quando o preço dos combustíveis sobe, o debate público tende a ficar preso à bomba de gasolina e ao desconforto dos particulares. Mas o verdadeiro problema está mais abaixo, naquilo que não se vê de imediato: a competitividade das empresas.Para muitas empresas portuguesas, sobretudo na indústria, na logística, na distribuição, na construção, na agricultura e no turismo, o combustível não é um detalhe. É um custo central. E quando esse custo dispara, não sobe apenas a fatura do transporte. Sobe o preço das matérias-primas, da distribuição, das entregas, das deslocações, dos serviços no terreno e, no fim da cadeia, sobe a pressão sobre as margens.O problema é que muitas empresas não conseguem simplesmente passar esse aumento para o cliente. Quem exporta compete com produtores de outros países. Quem vende no mercado interno enfrenta consumidores mais sensíveis ao preço. O resultado é previsível: perde-se margem, adia-se investimento, trava-se contratação e enfraquece-se a capacidade de competir.É aqui que Portugal tem de ser mais sério. Um país periférico, com forte dependência do transporte rodoviário e ainda demasiado exposto à energia importada, não pode continuar a reagir à subida dos combustíveis como quem apaga fogos. Cada pico de preços gera o mesmo ritual: indignação, descida temporária de impostos, alívio momentâneo e regresso ao problema de fundo. Isto não é política económica. É gestão de urgência.Convém dizê-lo com clareza: reduzir impostos sobre os combustíveis pode fazer sentido em momentos excecionais. Mas não chega, e muito menos resolve. Um corte fiscal avulso pode amortecer o choque de uma semana; não corrige a vulnerabilidade estrutural de uma economia que continua demasiado dependente do gasóleo para funcionar normalmente.A questão, por isso, não é apenas como baixar preços. É como reduzir a exposição das empresas a este tipo de choques.A primeira medida devia ser simples: criar um mecanismo automático, transparente e temporário de atenuação para setores especialmente expostos. Não para subsidiar tudo e todos, mas para evitar que oscilações bruscas destruam margens viáveis e desorganizem contratos em execução. As empresas precisam menos de improviso político e mais de previsibilidade.A segunda medida é mais importante: investir a sério na eficiência energética das empresas. Isto significa apoiar renovação de frotas, modernização logística, autoconsumo, armazenamento, eletrificação onde ela já seja economicamente racional e soluções tecnológicas que reduzam consumos. O debate energético em Portugal continua muitas vezes preso à produção. Mas a competitividade joga-se também – e talvez sobretudo — no consumo. Não basta produzir energia mais limpa; é preciso usar menos energia para produzir mais valor.A terceira medida é a mais estrutural e, talvez por isso, a mais adiada: reduzir a dependência da rodovia no transporte de mercadorias. Enquanto quase tudo circular por estrada, o país continuará demasiado vulnerável ao preço do combustível. Reforçar a ferrovia de mercadorias, melhorar ligações logísticas e apostar verdadeiramente na intermodalidade não é apenas uma bandeira ambiental. É uma necessidade económica.No fundo, a subida dos combustíveis expõe uma fragilidade antiga da economia portuguesa: crescemos, exportamos mais, somos mais sofisticados do que éramos há duas décadas, mas continuamos a funcionar com custos de contexto demasiado pesados e com pouca proteção perante choques externos.É por isso que este tema merece ser tratado com mais ambição e menos folclore. O preço dos combustíveis não é apenas um assunto de mobilidade ou de carteira individual. É uma questão de competitividade nacional. E, nesse plano, a resposta não pode ficar limitada a mexidas semanais no imposto.O que está em causa não é apenas o preço de encher um depósito. É a capacidade de produzir, transportar, exportar e crescer num país que continua demasiado vulnerável a choques que conhece há décadas. E isso já não se resolve com remendos fiscais nem com indignações de ocasião. Ou Portugal usa este problema para corrigir uma fragilidade estrutural da sua economia, ou continuará a discutir cêntimos na bomba enquanto perde competitividade, investimento e futuro.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo ÉrreLeia o artigo AQUI

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23 MAR. 2026

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Artigo de Ramiro Brito, no Jornal Negócios: A rigidez laboral protege o medo, não os trabalhadores

Artigo de Ramiro Brito, no Jornal Negócios: A rigidez laboral protege o medo, não os trabalhadores

Portugal continua a discutir leis laborais como se tivesse de escolher entre proteger trabalhadores ou dar liberdade às empresas. Este é um falso dilema, e tem custado caro ao país.O nosso problema não é falta de legislação. e excesso de legislação pensada para um mercado de trabalho que já mudou. Continuamos a confundir proteção com rigidez e segurança com bloqueio. O resultado está à vista: empresas com receio de contratar, trabalhadores com receio de perder o emprego e uma economia com dificuldade em adaptar-se, crescer e pagar melhor. É por isso que Portugal devia olhar com seriedade para um modelo de flexissegurança, inspirado no da Dinamarca, mas ajustado à nossa realidade. O princípio é simples: dar às empresas mais capacidade de adaptação, sem deixar os trabalhadores entregues a si próprios. Menos rigidez no vínculo, mais segurança na transição. Menos culto do posto de trabalho intocável, mais proteção real da pessoa que trabalha.É aqui que o debate português normalmente falha. Discute-se muito o despedimento e pouco o reemprego. Fala-se de direitos formais, mas menos da capacidade concreta de uma pessoa passar rapidamente de um emprego para outro, com rendimento, apoio e formação. Ora, esta é a verdadeira segurança no século XXI.O modelo atual falha dos dois lados. Falha às empresas, que vivem muitas vezes condicionadas por regras lentas, pesadas e imprevisíveis. E falha aos trabalhadores, porque esta rigidez formal acaba por produzir o efeito contrário ao prometido: menos contratação sem termo, mais recurso a vínculos precários, mais bloqueio à entrada dos jovens e menos mobilidade profissional.Portugal precisa, por isso, de uma reforma séria e equilibrada.Primeiro, simplificando e tornando mais previsíveis as regras de contratação e cessação de contrato, sobretudo quando estão em causa motivos objetivos, económicos ou de reorganização. Uma empresa não pode viver permanentemente paralisada pelo medo de decidir.Segundo, combatendo com firmeza o abuso dos contratos a prazo e da falsa prestação de serviços. Flexibilidade não pode ser uma palavra elegante para esconder precariedade.Terceiro, reforçando a proteção no desemprego, mas ligando-a a uma lógica de exigência e transição. Quem perde o emprego não pode cair num vazio burocrático. Deve entrar rapidamente num percurso com diagnóstico de competências, plano individual, formação orientada para necessidades reais da economia e ligação efetiva a novas oportunidades.É precisamente aqui que Portugal tem sido mais fraco. Protege-se no papel e falha-se na prática. O país continua demasiado preso à ideia de que a segurança está em travar a mudança. Não está. A segurança está em garantir que a mudança não destrói a vida de quem trabalha.Esta discussão é ainda mais urgente numa economia que enfrenta duas pressões ao mesmo tempo: escassez de talento e transformação acelerada das competências. Há empresas com dificuldade em recrutar e há trabalhadores com dificuldade em acompanhar a mudança tecnológica. Não faz sentido responder a este desafio com um modelo assente na desconfiança mútua e na ilusão de que impedir a adaptação é uma forma de justiça social.Não é.A verdadeira justiça social está em criar um mercado de trabalho dinâmico, mas civilizado. Competitivo, mas decente. Onde as empresas possam contratar sem receio de ficar amarradas em qualquer cenário e onde os trabalhadores saibam que uma mudança de emprego, mesmo quando involuntária, não significa uma queda sem rede.Naturalmente, Portugal não é a Dinamarca. Não tem a mesma tradição institucional, nem a mesma capacidade de execução, nem a mesma cultura de concertação. Mas isso não é argumento para ficar parado. e argumento para adaptar bem.com implementação gradual, avaliação rigorosa, políticas ativas de emprego mais eficazes e maior articulação entre empresas, sindicatos, politécnicos e centros de formação.O país tem de escolher o que quer proteger: a aparência de estabilidade ou a capacidade de criar prosperidade com segurança. O pior sistema laboral não é o que permite mudar. e o que impede contratar, desincentiva crescer e empurra demasiadas pessoas para a precariedade ou para a estagnação.Portugal não precisa de mais trincheiras ideológicas no trabalho. Precisa de confiança. E a confiança constrói-se assim: liberdade para adaptar, segurança para recomeçar. Portugal não precisa de mais trincheiras ideológicas no trabalho. Precisa de confiança. E a confiança constrói-se assim: liberdade para adaptar, segurança para recomeçar.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo ÉrreLeia o artigo AQUI

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23 MAR. 2026

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Executive Digest: Patrões do Minho querem Estado mais ágil e processos mais rápidos para que empresas possam crescer

Executive Digest: Patrões do Minho querem Estado mais ágil e processos mais rápidos para que empresas possam crescer

O Presidente do Conselho Geral da AEMinho, Ricardo Costa, sublinhou que a burocracia continua a ser apontada pelas empresas como um dos principais entraves ao desenvolvimento económico.A necessidade de um Estado mais ágil e de processos administrativos mais rápidos foi o tema central do Conselho Geral da Associação Empresarial do Minho (AEMinho).A sessão, que contou com a presença do Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, reuniu empresários da região para debater os bloqueios que ainda travam a eficiência da Administração Pública e apresentar soluções para acelerar o investimento e o crescimento económico.O Presidente do Conselho Geral da AEMinho, Ricardo Costa, sublinhou que a burocracia continua a ser apontada pelas empresas como um dos principais entraves ao desenvolvimento económico. O responsável defendeu a importância de criar espaços de diálogo que permitam partilhar as dificuldades sentidas pelas empresas, conhecer as medidas já implementadas e discutir soluções para tornar o Estado mais ágil e eficiente.Durante a sessão, o ministro detalhou a estratégia do Governo, centrada na simplificação administrativa antes da digitalização, destacando projetos como o LicencIA, um sistema de licenciamento assistido por inteligência artificial que promete reduzir significativamente os tempos de aprovação de investimentos empresariais.Outro eixo da reforma passa pelo desenvolvimento de uma rede colaborativa entre organismos públicos e a criação de uma Estratégia Nacional de Data Centers, com vista a melhorar a gestão de dados e a apoiar soluções tecnológicas associadas à inteligência artificial.No plano organizacional, o Governo tem promovido a reestruturação de ministérios, eliminação de cargos dirigentes e redistribuição de recursos humanos, além de preparar uma Lei da Interoperabilidade da Administração Pública, que permitirá partilhar informação entre entidades e aplicar o princípio da “só uma vez” para cidadãos e empresas.O Presidente da AEMinho, Ramiro Brito, destacou ainda a necessidade de repensar a organização territorial do Minho e simplificar as várias camadas administrativas, tornando os processos de decisão mais rápidos e próximos das necessidades das empresas e das populações.O encontro reforçou a importância do diálogo entre empresas, instituições e Governo para acelerar a modernização do Estado, criar condições favoráveis ao investimento e tornar a Administração Pública mais eficiente e moderna.Veja a notícia AQUI

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12 MAR. 2026

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Executive Digest: Patrões do Minho defendem reforço da “diplomacia económica portuguesa” em Angola com o novo Embaixador

Executive Digest: Patrões do Minho defendem reforço da “diplomacia económica portuguesa” em Angola com o novo Embaixador

O presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMINHO), Ramiro Brito, reuniu-se em Luanda com o novo Embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias, num encontro institucional em que foi sublinhada a importância estratégica de Angola para a economia portuguesa e para a internacionalização das empresas da região do Minho.A visita teve como objetivo apresentar cumprimentos institucionais e dar as boas-vindas ao diplomata português no início da sua missão em Angola, um mercado historicamente relevante para as empresas nacionais e com forte peso na presença empresarial portuguesa no exterior.Durante a reunião, Ramiro Brito destacou a presença consolidada de empresas minhotas em Angola e o contributo que estas têm dado para o reforço das relações económicas entre os dois países. O responsável lembrou que uma parte significativa das empresas portuguesas que operam no mercado angolano tem origem na região do Minho, reforçando a importância deste território na estratégia de internacionalização empresarial.No encontro, foram também partilhadas preocupações e reflexões recolhidas junto das empresas associadas com atividade em Angola. A AEMINHO defendeu o reforço dos mecanismos de cooperação entre a diplomacia económica portuguesa e o tecido empresarial, com o objetivo de facilitar a atividade das empresas, potenciar novas oportunidades de investimento e tornar mais eficiente a cooperação económica bilateral.Segundo Ramiro Brito, essa articulação institucional é essencial. ““Angola é um mercado extremamente relevante para Portugal e, em particular, para muitas empresas do Minho que aqui desenvolveram projetos ao longo das últimas décadas. É, por isso, essencial que exista uma cooperação próxima entre a diplomacia económica portuguesa e as empresas que estão no terreno”, afirmou.O presidente da associação destacou ainda a recetividade e sensibilidade demonstradas pelo Embaixador Nuno Mathias relativamente às preocupações apresentadas pelo tecido empresarial. De acordo com a AEMINHO, o diplomata manifestou alinhamento com a visão de reforço da cooperação económica e institucional entre Portugal e Angola, sublinhando a importância de uma articulação próxima entre a representação diplomática e as empresas presentes no mercado angolano.A AEMINHO manifestou igualmente disponibilidade para colaborar com a Embaixada de Portugal em Angola em iniciativas que promovam a aproximação entre empresas, incentivem o investimento e reforcem a cooperação económica entre os dois países.Para Ramiro Brito, “Angola deve continuar a ser encarada como um parceiro económico prioritário para Portugal e, nesse contexto, merece uma atenção estratégica permanente por parte das instituições e da diplomacia económica portuguesa”.Veja a notícia AQUI

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9 MAR. 2026

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Jornal O Minho: Empresários do Minho em busca de oportunidades de negócio em Marrocos

Jornal O Minho: Empresários do Minho em busca de oportunidades de negócio em Marrocos

Missão empresarial promovida pela AEMinhoCinco empresas do Minho estiveram, esta semana, em Marrocos, em busca de oportunidades de negócio. A Missão Empresarial a Marrocos, promovida pela Associação Empresarial do Minho, incluiu cerca de 30 reuniões.Em comunicado, a AEMinho explica que as reuniões realizaram-se em várias cidades de Marrocos — Casablanca, Tânger, Rabat e Marraquexe — permitindo às empresas contactar diretamente com potenciais parceiros, clientes e entidades institucionais, e conhecer de perto a dinâmica de diferentes polos económicos do país.Organizada em parceria com a CCISPM – Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Portugal em Marrocos, a missão arrancou com uma receção institucional pela ASMEX – Confederação Marroquina de Exportadores, onde foram debatidas as oportunidades do mercado marroquino, as possibilidades de colaboração entre empresas portuguesas e marroquinas e o reforço das relações comerciais bilaterais.“Durante os encontros institucionais, a AEMinho destacou igualmente Portugal como um destino competitivo, estável e estratégico para empresas marroquinas que pretendam expandir a sua presença na Europa”, salienta o comunicado.E acrescenta: “O programa incluiu ainda um almoço institucional com o presidente da ASMEX, Sr. Hassan Sentissi El Idrissi, momento que reforçou o compromisso mútuo de aprofundar as relações económicas entre os dois países”.No âmbito da missão, foi formalizada a assinatura de um protocolo de parceria estratégica entre a CCISPM e a ASMEX, assinado por Hassan Sentissi El Idrissi, Presidente da ASMEX, e José Maria Teixeira, Presidente da CCISPM.“O acordo visa intensificar os intercâmbios comerciais, promover investimentos bilaterais, facilitar a organização de missões empresariais e incentivar a partilha de informação”, salienta a AEMinho.Também foi ainda criação do Club Marrocos–Portugal, uma iniciativa destinada a coordenar ações conjuntas em benefício das empresas de ambos os países.“A missão ficou marcada por boas perspetivas de negócio para as empresas participantes e por uma excelente organização e realização de todo o programa da missão. Este momento representa mais um passo sólido no reforço da cooperação económica luso-marroquina”, conclui a AEMinho.Veja a notícia AQUI

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6 FEV. 2026

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Artigo de Ramiro Brito no Observador: Quando governar é atirar dinheiro para os problemas

Artigo de Ramiro Brito no Observador: Quando governar é atirar dinheiro para os problemas

A tentação dos subsídios, a turistificação da economia e a ausência de uma estratégia para o crescimento.O recente anúncio do Governo de novas medidas de apoio ao setor da restauração volta a expor uma velha tentação da política portuguesa: a de confundir política económica com distribuição de subsídios. Independentemente das dificuldades concretas do setor — que existem e são reais — a questão de fundo é outra: não é assim que se resolvem problemas estruturais de uma economia.Portugal sofre hoje de fragilidades profundas em múltiplos domínios: indústria, capitalização das empresas, produtividade, inovação, salários, demografia económica e qualificação da força de trabalho. Nada disto se resolve com cheques pontuais, medidas avulsas ou pacotes de apoio desenhados para produzir impacto mediático imediato. Estas iniciativas — repetidas ao longo de décadas por governos do PS e do PSD — não mudam a estrutura da economia; limitam-se a torná-la mais dependente.O problema não é apoiar um setor. O problema é substituir estratégia por subsídio.A restauração, como tantos outros setores, sofre sobretudo com aquilo que verdadeiramente trava a economia portuguesa: uma carga fiscal excessiva, burocracia paralisante, instabilidade regulatória, dificuldade de acesso a financiamento, justiça lenta e um Estado caro que devolve pouco em serviços essenciais. Nenhum destes problemas é resolvido com apoios pontuais. Pelo contrário: perpetuam-se.Mais grave ainda é o sinal político que este tipo de medidas transmite: o de que o país continua a ver no turismo e nos setores associados o seu principal eixo de desenvolvimento económico. O turismo é, sem dúvida, extremamente importante para Portugal. Mas não pode ser o centro estratégico de um país que ambiciona crescer, pagar melhores salários e convergir com a Europa desenvolvida.Economias sólidas constroem-se sobre indústrias estruturais, exportadoras, intensivas em conhecimento, tecnologia e valor acrescentado. Sem uma base industrial moderna, sem escala empresarial e sem investimento sério em inovação e produtividade, o país continuará preso a um modelo económico frágil, vulnerável a choques externos e estruturalmente incapaz de gerar riqueza suficiente.Portugal não precisa de uma economia baseada em exceções, regimes especiais e apoios extraordinários. Precisa de condições normais para funcionar bem.Precisa de menos impostos sobre quem produz e trabalha. Precisa de um Estado que funcione: justiça em tempo útil, serviços públicos eficientes e decisões administrativas previsíveis. Precisa de políticas que incentivem o investimento produtivo, a capitalização das empresas e o crescimento de setores estratégicos — não de remendos orçamentais.Há, naturalmente, exceções justificáveis. A agricultura, por exemplo, está exposta a riscos incontroláveis como o clima e tem ciclos longos de reposição de produção. Aí, o apoio público faz sentido e é estruturalmente defensável. Mas transformar a lógica da exceção na regra é um erro económico e político.Se o Governo acredita que os problemas da economia portuguesa se resolvem atirando dinheiro para cima deles, então o resultado será inevitável: mais impostos, mais dependência e menos crescimento.Portugal precisa de reformas, não de paliativos. Precisa de visão estratégica, não de medidas para o ciclo noticioso. Precisa de construir uma economia a sério — não uma economia de subsídio em subsídio.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo ÉrreVeja o artigo AQUI

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30 JAN. 2026

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O Vilaverdense: AEMinho reúne especialistas e empresários em Vila Verde para debater bloqueios estruturais e caminhos de reforma para Portugal

O Vilaverdense: AEMinho reúne especialistas e empresários em Vila Verde para debater bloqueios estruturais e caminhos de reforma para Portugal

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) promoveu, na última noite, um jantar-debate “Portugal, de que é que estás à espera?”, um encontro destinado a analisar os entraves históricos ao crescimento económico nacional e a identificar soluções concretas para reformas estruturais há muito adiadas.A iniciativa decorreu no Maison Albar Amoure, em Vila Verde, e juntou dezenas de empresários e líderes regionais num debate marcado pela pluralidade de perspetivas e pela urgência das conclusões.Apesar de o Orçamento do Estado para 2026 reforçar a sustentabilidade económica como prioridade, os intervenientes foram unânimes: Portugal continua sem avançar com reformas profundas que garantam competitividade e desenvolvimento a longo prazo.Produtividade baixa, burocracia e défice de capital humano continuam a travar o paísDurante a sessão foram identificados fatores persistentes que condicionam o crescimento económico: baixa produtividade, excesso de burocracia, sistema fiscal complexo, escassez de capital humano qualificado, investimento privado reduzido e fraca capacidade de inovação. Problemas que, segundo os participantes, não se resolvem com medidas avulsas, mas exigem uma transformação transversal, estruturada e orientada para reforçar o papel das empresas no desenvolvimento do país.O debate destacou ainda a importância de o setor empresarial assumir uma postura mais interventiva, influenciando políticas públicas e contribuindo de forma ativa para um crescimento económico sustentável.Painel plural e orientado para soluçõesO painel contou com intervenções do ex-presidente da Câmara do Porto Rui Moreira, do eurodeputado Francisco Assis e do empresário Carlos Palhares. A moderação esteve a cargo do economista José Maria Pimentel, enquanto André Vasconcelos, Tax Partner na Deloitte, assegurou o enquadramento inicial do tema. A diversidade de sensibilidades — autárquica, política, empresarial e técnica — permitiu uma análise abrangente dos desafios e das reformas prioritárias.“Portugal vive num momento crítico”, alerta presidente da AEMinhoPara Ramiro Brito, presidente da AEMinho, o país enfrenta uma encruzilhada decisiva:“Vivemos uma conjuntura económica tendencialmente positiva, mas movemo-nos em gelo muito fino. As previsões de crescimento e estabilidade têm pouca margem para erros. Ao mesmo tempo, há um descrédito profundo no funcionamento do Estado, que consome cada vez mais recursos sem garantir serviços eficientes.”O dirigente criticou ainda a ineficiência estrutural em áreas como justiça, educação, saúde e serviços públicos, bem como um quadro legislativo que considera “desfasado da realidade”. Para Ramiro Brito, os empresários continuam a ser alvo de “visões oportunistas” que alimentam divisões artificiais com os trabalhadores.Foi neste contexto que a AEMinho decidiu lançar o jantar-debate:“É urgente um debate frontal, desinibido e apartidário. Reunimos pessoas com visão multidimensional e esclarecida, capazes de contribuir para o caminho de transformação que queremos continuar a promover. É por aqui que as empresas podem ajudar a mudar Portugal”, sublinha.O encontro encerrou com o compromisso de manter viva a discussão e reforçar o papel da comunidade empresarial na construção de um país mais competitivo, moderno e sustentável.Veja a notícia AQUI

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12 DEZ. 2025

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Jornal ECO: Patrões do Minho apresentam plano de 400 milhões para responder a “choque das tarifas” no aço

Jornal ECO: Patrões do Minho apresentam plano de 400 milhões para responder a “choque das tarifas” no aço

A AEMinho entregou ao ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, um plano a três anos, para proteger a competitividade da indústria e proteger empregos, com impacto no PIB até 250 milhões.A Associação Empresarial ao Minho (AEMinho) apresentou ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, um plano de medidas de 400 milhões de euros para mitigar o impacto das novas tarifas sobre o aço na indústria portuguesa. Propostas visam proteger a competitividade do setor e entre 5.000 e 8.000 postos de trabalho, com um impacto estimado de até 250 milhões de euros no PIB num prazo de três anos.A associação aproveitou um encontro com o ministro e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) para alertar o governante que a “revisão do regime europeu de defesa comercial e a implementação de novos instrumentos, designadamente tarifas agravadas sobre a importação de aço e o Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço (CBAM), irão traduzir-se num aumento significativo do custo do aço importado”, lembrando que a indústria nacional é “fortemente dependente de aço importado, além de operar em mercados internacionais altamente competitivos.Uma situação que, alerta a AEMinho, pode levar à perda de competitividade das exportações portuguesas, à compressão de margens e à redução de investimentos; ao adiamento de projetos estratégicos na área da energia, das infraestruturas ou dos transportes; e a uma maior vulnerabilidade das PME industriais.Para mitigar estes riscos, a entidade liderada por Ramiro Brito “propõe uma resposta nacional coordenada às novas tarifas europeias sobre o aço e ao mecanismo CBAM. Entre as medidas está uma linha de crédito bonificado; a majoração fiscal; vales de engenharia digital e IA; o programa “Menos Aço por Unidade de Produto”; incentivos à reciclagem; uma task force interministerial; e uma “representação ativa junto da UE”.Um pacote de medidas que, calcula a associação patronal minhota, terá um impacto de 414 milhões de euros para o Estado em três anos, prevendo mais de 830 milhões de euros de investimento privado mobilizado, a proteção de 5.000 a 8.000 empregos e um impacto acumulado no PIB entre 150 e 250 milhões de euros.“Por cerca de 400 milhões de euros em três anos conseguimos alavancar mais de 800 milhões de investimento privado, reduzir a exposição da indústria ao choque das tarifas sobre o aço, proteger milhares de postos de trabalho e reforçar a resiliência da nossa base exportadora, num contexto em que a UE está a endurecer as condições de acesso ao aço importado”, resume a AEMinho, em comunicado.Segundo a associação, partindo de um “multiplicador conservador de 1,4 para a indústria transformadora, este plano tem um impacto aproximado de 42 a 101 milhões de euros no PIB anual, o que se traduz em aproximadamente “150 a 250 milhões de euros de impacto acumulado em PIB adicional, face ao cenário sem intervenção”, em três anos.“Se se incluírem ainda projetos viabilizados (que de outro modo seriam adiados ou cancelados devido ao custo do aço), o impacto pode ser maior. Aí pode-se justificar cenários de 300–400 milhões de euros acumulados em PIB”, estima ainda a AEMinho.Mas como chegar a estes números? O plano de ação da associação divide-se em quatro eixos, num período temporal de três anos. Em primeiro lugar, as medidas devem procurar uma estabilização de custos e apoio de curto prazo, como uma linha de crédito com juros bonificados ou incentivos ao investimento.O segundo eixo tem como objetivo a redução estrutural da dependência de aço importado, procurando apoiar projetos que visem redesign de produtos e estruturas e atribuição de vales de engenharia digital.O terceiro eixo foca-se numa articulação com a política europeia de comércio e clima. E o quarto eixo na capacitação e apoio técnico às empresas.Para Ramiro Brito, “estas propostas são instrumentos concretos para garantir competitividade, proteger emprego e posicionar o Minho e o país na vanguarda da inovação, acompanhando e antecipando cenários que serão incontornáveis no futuro próximo”.“A ideia é sermos proativos e não reativos, por um lado, aproveitando as vantagens que a dimensão periférica da nossa economia pode ter no contexto marco económico europeu e mundial, tornando essa circunstância num fator de competitividade e interesse económico, por outro”, remata o presidente da AEMinho.Veja a notícia aqui

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18 NOV. 2025

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