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Diário do Minho: AEMinho propõe cinco medidas para dinamizar economia do Minho

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19 MAR. 2026

A Associação Empresarial do Minho apresentou à Assembleia da República cinco propostas estratégicas para reforçar a competitividade, qualificação da mão de obra e investimento na região.A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) esteve, nos dias 17 e 18 de março, na Assembleia da República, onde se reuniu com o presidente da Assembleia e com várias bancadas. O objetivo foi apresentar a Agenda para a Competitividade, com cinco áreas prioritárias, para enfrentar problemas estruturais que impactam a competitividade, o investimento e o crescimento económico da região.Na competitividade fiscal, a AEMinho propõe um regime mais simples e previsível, com incentivos à capitalização das empresas, redução da tributação sobre trabalho e resultados reinvestidos, e estabilidade fiscal plurianual para garantir segurança a investidores e empresas.Sobre a qualificação da força de trabalho, a associação defende programas de requalificação rápida e prática, reforço do ensino profissional e dual, melhor planeamento das vagas no ensino superior e atração de talento qualificado, com foco nas áreas de maior escassez como indústria, tecnologia, energia e saúde.Na simplificação administrativa, a proposta passa por processos digitais integrados, criação de balcão único para empresas, eliminação de procedimentos redundantes e definição de prazos máximos para decisões, aumentando a eficiência e reduzindo burocracia.Quanto à modernização do mercado de trabalho, a AEMinho sugere reforço da negociação coletiva, modelos de flexissegurança e resolução rápida de conflitos laborais, conciliando competitividade com proteção social.Por fim, na aceleração do investimento, defende-se a definição de prazos curtos e vinculativos para licenciamento, vias rápidas para projetos estratégicos e integração digital de entidades, assegurando maior celeridade e coordenação em projetos industriais, energéticos e logísticos.«É essencial esta relação próxima com o parlamento, para levarmos a mensagem das empresas e contribuir para decisões mais assertivas e concretas», afirma Ramiro Brito, presidente da AEMinho.A associação considera que Portugal reúne condições para reforçar a competitividade económica, sendo essencial avançar com reformas que aumentem a confiança dos investidores, reduzam a burocracia, incentivem o investimento produtivo e valorizem o talento, construindo uma economia mais dinâmica e inovadora.Veja a notícia AQUI

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Artigo de Ramiro Brito no Observador: 1º de Maio. O trabalho mudou. A lei ficou para trás

Artigo de Ramiro Brito no Observador: 1º de Maio. O trabalho mudou. A lei ficou para trás

O trabalhador de hoje poderia viver muito melhor. O problema é que continuamos a regulá-lo com regras de um mundo que já não existeCelebramos o 1.º de Maio como um marco de conquista. E é. Porém, celebramo-lo, demasiadas vezes, como se o tempo tivesse parado nesse primeiro grito coletivo por dignidade. Como se o trabalho fosse hoje o mesmo campo de batalha de há mais de um século. Não é.O problema não está na memória. Está na forma como a usamos. Em vez de a honrarmos como ponto de partida, cristalizámo-la como ponto de chegada. Nesse processo, fomos perdendo a capacidade de fazer uma pergunta essencial: se o trabalho evoluiu tanto, porque continua o seu enquadramento preso ao passado?A resposta não é confortável. O trabalhador de hoje poderia viver significativamente melhor se a lei do trabalho tivesse acompanhado, com coragem, a evolução das empresas, da economia, da própria natureza do trabalho.Há mais conhecimento, mais tecnologia, mais capacidade produtiva, mais ferramentas para criar valor. Há também mais rigidez, mais desconfiança estrutural, demasiadas normas pensadas para um mundo que já não existe.Aqui reside o paradoxo.Em vez de ajustarmos as regras a uma realidade em mudança, insistimos em proteger o presente com instrumentos do passado. Ao fazê-lo, limitamos o futuro. Limitamos a capacidade das empresas crescerem, inovarem, pagarem melhor. Limitamos, no essencial, o potencial de melhoria real da vida dos trabalhadores.O trabalho mudou. Profundamente.Hoje, o trabalhador não é apenas mão de obra. É conhecimento, criatividade, decisão. Exige propósito, equilíbrio, flexibilidade. E bem. Esta transformação obriga a repensar o outro lado da equação: empresas mais ágeis, economias mais competitivas, modelos mais sustentáveis.Persistir numa leitura ideológica do trabalho, ancorada no século passado, é negar esta realidade. É recusar discutir produtividade, mérito, inovação, criação de valor como pilares centrais da dignidade laboral. No limite, condena-nos a um debate estéril, onde se reivindica muito, constrói-se pouco.Portugal vive este dilema com particular intensidade. Quer melhores salários, evita discutir produtividade com seriedade. Procura mais proteção, adia reformas estruturais. Ambiciona mais futuro, continua a olhar para o trabalho com categorias do passado.O 1.º de Maio deveria ser, por isso, menos um ritual, mais um exercício de lucidez.Celebrar conquistas, sim. Reconhecer o que ficou por fazer, também. Sobretudo, ter a coragem de perguntar: que reformas faltam para que o trabalhador viva, de facto, melhor?A dignidade do trabalho não está apenas na memória das lutas. Está na coragem de atualizar as regras do jogo.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo ÉrreLeia o artigo AQUI

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2 MAI. 2026

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RUM: AEMinho cresceu em associados e reforçou atividade em 2025

RUM: AEMinho cresceu em associados e reforçou atividade em 2025

De acordo com Ramiro Brito, presidente da direção, estes resultados são o reflexo do trabalho ativo e "inexcedível" da equipa, mas principalmente da confiança que os empresários minhotos depositam na associação.A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) fechou 2025 em alta. O Relatório e Contas, apresentado esta quarta-feira, revelou um aumento de cerca de 6% no número de associados, totalizando 249, e um reforço significativo das atividades dinamizadas em relação ao ano anterior. Com uma autonomia financeira de 88%, a associação empresarial fechou o ano com um saldo positivo superior a 80 mil euros.De acordo com Ramiro Brito, presidente da direção, estes resultados são o reflexo do trabalho ativo e “inexcedível” da equipa, mas principalmente da confiança que os empresários minhotos depositam na associação.Este é, aliás, o primeiro motivo que o responsável aponta como fator de crescimento.“Além do resultado financeiro, isto é o retrato da confiança que as empresas do Minho depositam na associação, na medida em que são elas que a financiam. É muito bom para nós, chegarmos agora quase ao nosso quinto aniversário e perceber, que há uma relação de confiança nesta comunidade empresarial do Minho, que tem vindo a crescer, que se tem vindo a consolidar e que está espelhada nesses resultados”.Segundo o dirigente, esta confiança reflete-se igualmente no crescimento significativo das iniciativas dinamizadas pela associação – de 140 em 2024, para 170 em 2025.Um recorde que Ramiro Brito diz não servir para ocupar calendário, mas para corresponder à grande adesão dos associados, que têm superado as expectativas na participação. De acordo com o relatório, em 2025 a associação dinamizou 22 webinars e 25 eventos de networking, incluindo a habitual gala solidária e o evento de comemoração do 4º aniversário da associação.“Nós temos tido de facto uma adesão muito grande da comunidade empresarial e de todo o ecossistema que existe à volta das empresas. E é isso que justifica o aumento de iniciativas, ou seja, muitas dessas iniciativas são desdobragens, modelos novos, de iniciativas originais para permitir esse acesso”.Ainda que o saldo positivo seja um sinal forte da “solidez financeira” da associação, Ramiro Brito acredita que a sua potencialização, no sentido de “criar mais e melhores iniciativas”, é o legado que pretende marcar.Não só ele, mas toda a equipa da AEMinho e em especial o grupo de quatro pessoas que “fazem todas as ideias, por mais arrojadas que sejam, acontecer”, insiste.Cimeira da Indústria será “um grande ponto de encontro dos empresários”A 26 de maio, o Theatro Circo acolhe a Cimeira da Indústria, uma iniciativa da AEMinho em parceria com o Observador que pretende ser “um ponto de contacto, de discussão do presente e do futuro das empresas do Minho e do país”. Em simultâneo, a AEMinho celebrará o seu quinto aniversário.O primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ministro-adjunto e da reforma do Estado, Gonçalo Matias, o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto e atual embaixador de Portugal na OCDE, Rui Moreira, e o presidente da Associação Business Roundtable Portugal (BRT), Carlos Moreira da Silva, são alguns dos oradores confirmados, aos quais se irão juntar outras figuras de relevo no setor.De acordo com o dirigente, este é só mais um exemplo de como a associação empresarial pode “contribuir de uma forma cada vez mais efetiva e real para o debate, para a evolução da economia e para o desenvolvimento das empresas”.“É muito importante para nós que os empresários da AEMinho se sintam representados nela e este relatório, estes resultados, mostram muito essa ligação. Existe hoje uma ligação efetiva da comunidade empresarial à associação porque se revêem naquilo que a AEMinho faz”.Veja a notícia AQUI

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30 ABR. 2026

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Artigo de Ramiro Brito no Observador: Energia cara: a Europa pede contenção, Portugal pode liderar

Artigo de Ramiro Brito no Observador: Energia cara: a Europa pede contenção, Portugal pode liderar

A nova crise energética expõe a fragilidade europeia, mas abre uma oportunidade estratégica para Portugal afirmar liderança. A nova crise energética europeia já começou e, mais uma vez, Bruxelas responde a pedir contenção quando o que a economia precisa é de ambição.A escalada no Médio Oriente reacendeu o fantasma energético, e a resposta europeia segue um guião conhecido: recomendações, incentivos à poupança, medidas de alívio. O diagnóstico está certo: preços a subir, inflação a pressionar, crescimento em risco. A resposta continua curta.E o problema não é técnico. É estratégico.Para as empresas, a energia não é um debate político. É uma variável crítica que decide margens, investimento e sobrevivência. Quando o preço oscila, não se ajusta apenas o consumo, ajusta-se a ambição, adiam-se projetos, travam-se decisões, encurta-se o horizonte e nenhuma economia cresce com horizontes curtos.A Europa insiste na contenção: consumir menos, poupar mais, ganhar tempo. Tudo isto é racional. Mas tudo isto é insuficiente. Uma economia não se afirma a poupar energia, afirma-se a garantir energia que permita criar mais valor. É aqui que o debate tem de mudar. Da gestão da crise para a construção de vantagem. É aqui que Portugal pode jogar acima do seu peso.Num continente dependente Portugal é, potencialmente, um dos menos dependentes. Tem sol, vento, capacidade renovável crescente e uma posição geográfica que o coloca como porta de entrada de novas rotas energéticas. Tem, sobretudo, escala para decidir rápido.Mas potencial não é vantagem. Vantagem constrói-se, desde logo, com execução.Acelerar o licenciamento energético é a primeira condição. Hoje, projetos ficam anos bloqueados. Numa economia em transição, isso não é burocracia, é perda direta de competitividade.Transformar empresas em produtoras de energia é a segunda. Autoconsumo, comunidades energéticas e armazenamento não podem ser exceções. Têm de ser regra. Menos dependência, mais controlo.Garantir contratos de energia estáveis é a terceira. Sem previsibilidade de custos, não há investimento, sem investimento, não há crescimento.Alinhar energia com política económica é a quarta, talvez a mais decisiva. Portugal não pode limitar-se a produzir energia barata, tem de usar essa vantagem para atrair indústria, fixar talento e criar valor. É aqui que se decide o jogo. Enquanto a Europa gere a transição, outras geografias garantem o essencial: energia acessível e previsível. É isso que define onde se investe, onde se produz, onde se cresce.A energia deixou de ser um custo, tornou-se um instrumento de poder económico.Portugal tem, hoje, uma oportunidade rara: não apenas proteger-se, mas posicionar-se. Essa oportunidade não é permanente. Num mundo em que a energia define a competitividade, não vence quem consome menos. Vence quem cria condições para produzir mais e é desta vez, Portugal pode liderar, se não ficar à espera.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo ÉrreLeia o artigo AQUI

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24 ABR. 2026

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TSF: Minho entra na "onda" dos pedidos de simplificação fiscal e mais renováveis

TSF: Minho entra na "onda" dos pedidos de simplificação fiscal e mais renováveis

A Associação Empresarial do Minho identificada os cinco principais constrangimentos na atividade económica e pede a intervenção de Governo e partidos políticos, depois de ser recebida por diversos grupos parlamentares, à exceção do Livre, PCP e BEA Associação Empresarial do Minho pede um regime fiscal mais simples e previsível para as empresas, a redução da carga fiscal sobre o trabalho, a qualificação de trabalhadores mais adaptada às necessidades do mercado e o combate à ineficiência da administração pública.Para a Associação Empresarial do Minho, para haver empresas mais competitivas o seu regime fiscal tem de mudar, pois considera que o país tem uma arquitetura fiscal completamente desincentivadora do investimento e penalizadora do crescimento.Nesse sentido, elaborou um pacote de medidas concretas que já apresentou a vários grupos parlamentares: a começar pela criação de um regime fiscal simplificado que permita reduzir a tributação sobre o trabalho e sobre os resultados reinvestidos, por acreditar que só com menos impostos sobre o trabalho e um sistema de estabilidade fiscal plurianual, os empresários conseguem lidar com um clima económico baseado na incerteza.Para o presidente da Associação Empresarial do Minho, Ramiro Brito, o atual quadro penaliza não só os empresários portugueses como quem quer investir em Portugal, porque, considera, se deparam com um "pesadelo administrativo", o emaranhado de processos, procedimento ou redundâncias processuais que podem envolver 500 entidades e demorar dois anos a validar, tirando a vontade a quem tem dinheiro para investir no país.Por isso, propõe a criação de vias rápidas para projetos estratégicos, para tornar as empresas da região mais competitivas, e a aposta no ensino profissional, bem como o planeamento de vagas no ensino superior adaptadas às necessidades do mercado.O presidente da Associação Empresarial do Minho assegura também que foi uma das pessoas que felicitou o Governo por ter criado a pasta da reforma do Estado, por considerar que é preciso uma mudança na "máquina" pública face ao estado atual de "emergência nacional", defendendo que deve ser feita de forma transversal e abranger todas as áreas da ação estatal sobre os contribuintes."Nós temos uma administração pública claramente ineficiente e que normalmente não consegue garantir aquilo que é essencial, por exemplo, seja ao nível de licenciamentos, de justiça ou fiscalidade. Para a vida económica falta previsibilidade e agilidade", justifica.Para o lider daquela associação, é preciso definir princípios fundamentais e transversais e só depois estabelecer prioridades, mas também é preciso, no seu entender, "olhar com coragem para o próprio estatuto da função pública e perceber se está adequado aos tempos atuais, sem necessariamente retirar ou cortar direitos, mas sim reconfigurar esses direitos."A juntar aos desafios caseiros da economia portuguesa, o atual momento geopolítico internacional trás mais uma preocupação."Num mundo globalizado em que todos vivemos é preciso ter a perceção real da interdependência internacional das cadeias de fornecimento de produtos e até de serviços. E o conflito no Golfo Pérsico pode trazer escassez e, independentemente do seu rumo, já provocou impacto direto no aumento dos preços na cadeia de produção, logo vão refletir-se nos preços de venda aos consumidores", constata.Depois, aponta efeitos indiretos a médio prazo, como, por exemplo, no acesso ao crédito, uma vez que o próprio sistema bancário começa a ter receio de financiar a economia e qualquer financiamento vai incluir uma dose significativa de risco. E esse risco tem um custo que é pago pelo consumidor final. Até ao momento, não sabe qual vai ser o real impacto, se grande ou pequeno, nas empresas portuguesas.Ramiro Brito admite que o caminho da independência energética do país pode passar pela aposta nas energias renováveis e considera que se deveria aproveitar esta oportunidade, em que há uma consciência coletiva de que o país não pode ter o atual nível de exposição a produtos como o petróleo e gás. "E deveria pensar de uma forma muito estruturada, rápida e estratégica numa transformação a sério do nosso cenário energético em Portugal, para desenhar um futuro muito mais estável e muito mais promissor para a economia portuguesa", salienta.Numa altura em que a Europa promove a sustentabilidade dos negócios, recorda o posicionamento estratégico do país: "A nossa geolocalização revela a nossa relevância face ao resto do mundo, pela importância que o mar tem e, portanto, todas aquelas atividades económicas que estejam relacionadas com a economia do mar são extremamente relevantes para a economia do país e da região."O mar pode ser fonte de soluções estruturais, não só para a região do Minho, como para o resto do país, desde a produção de energia de fonte limpa à exploração industrial de bens para a medicina ou alimentação até à tecnológica - que viaja por cabos submarinos que ligam continentes."Ao nível da economia azul temos alguns projetos significativos, mas que estão ainda em fase embrionária, ou seja, estão ainda em fase de testes e são projetos-piloto interessantes, mas temos muito mais a fazer sobre isso. Mas ao nível dos cabos submarinos há um mundo por explorar", adianta.Ainda para o líder da Associação Empresarial do Minho, apesar do papel determinante das políticas do Governo central e das políticas europeias na criação de dinâmicas, é preciso criar consciência na própria comunidade empresarial da importância da economia azul.Nesse sentido, esta associação está a preparar uma conferência dedicada à indústria e um fórum dedicado às potencialidades das telecomunicações e do mar.Veja a notícia AQUI

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20 ABR. 2026

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Artigo de Ramiro Brito, no Jornal de Notícias: Da OCDE à ação: o momento de Portugal é agora

Artigo de Ramiro Brito, no Jornal de Notícias: Da OCDE à ação: o momento de Portugal é agora

O mais recente relatório da OCDE sobre Portugal é, ao mesmo tempo, um retrato fiel e um teste à nossa ambição coletiva. Não faltam diagnósticos. O que continua a faltar é a capacidade de transformar esse conhecimento em ação consistente.A OCDE cumpre um papel importante no sistema económico internacional: compara, avalia, expõe fragilidades e aponta caminhos. Funciona como uma consciência técnica dos Estados: independente, informada e exigente. Mas não governa, não decide, não executa.Essa responsabilidade é exclusivamente nacional.E é aqui que Portugal continua a revelar um défice crítico: sabemos o que fazer, mas hesitamos em fazê-lo com a escala, a velocidade e a continuidade necessárias.O relatório insiste em pilares conhecidos: produtividade, qualificações, eficiência do Estado, ambiente regulatório e investimento. Nada disto é novo. O que é novo, ou deveria ser, é o contexto em que recebemos estas recomendações.Portugal está hoje numa posição singular. Num mundo mais fragmentado, com cadeias de valor a reorganizarem-se e blocos económicos a redefinirem relações, a capacidade de influência externa tornou-se um ativo económico.É precisamente aqui que a nomeação de Rui Moreira como embaixador junto da OCDE pode representar uma oportunidade rara.Não apenas pelo conhecimento político e económico que traz, mas pelo perfil: independente, pragmático, com experiência executiva e visão estratégica.Num organismo onde a influência se constrói, tanto pela qualidade técnica, como pela capacidade de articulação política, Portugal pode deixar de ser apenas um país avaliado e passar a ser um país que influencia.No entanto, essa oportunidade só terá valor com alinhamento interno.De pouco serve ter uma voz mais forte na OCDE se, internamente, continuarmos presos a ciclos curtos, reformas incompletas e consensos frágeis. A influência externa não substitui a decisão interna. Amplifica-a, quando ela existe.Portugal precisa de fazer uma escolha clara: continuar a usar a OCDE como espelho ou começar a usá-la como alavanca.Como espelho, limita-se a confirmar fragilidades. Como alavanca, pode ajudar a posicionar o país nas redes de decisão, antecipar tendências e influenciar políticas que moldam o crescimento.Isso exige estratégia e maturidade política. No fim, a questão não é o que a OCDE diz sobre Portugal, é o que Portugal faz com aquilo que a OCDE diz.Temos hoje mais informação, mais contexto e, potencialmente, mais influência do que nunca. Falta transformar isso em crescimento real.Essa, como sempre, não é uma tarefa das instituições internacionais. É uma decisão nossa.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo Érre Leia o artigo AQUI

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19 ABR. 2026

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Artigo de Ramiro Brito, no Observador: Baixa produtividade: o bloqueio que impede Portugal de crescer

Artigo de Ramiro Brito, no Observador: Baixa produtividade: o bloqueio que impede Portugal de crescer

A OCDE volta a apontar o essencial: o problema não é conjuntural; é a persistência de uma baixa produtividade que o país continua a adiar.Portugal cresce, mas cresce abaixo do seu potencial.A estabilidade regressou ao discurso económico. Há emprego, há alguma previsibilidade e existe, até uma percepção externa mais favorável. Ainda assim, importa não confundir estabilidade com progresso. Entre estabilizar e avançar há uma diferença estrutural, é precisamente aí que o país permanece bloqueado.O mais recente relatório da OCDE volta a colocar o foco no ponto essencial: a baixa produtividade.Este é, de facto, o problema central da economia portuguesa. Produzimos menos valor por hora trabalhada do que os nossos parceiros europeus e, enquanto essa realidade persistir, todas as restantes limitações serão apenas consequência: salários mais baixos, crescimento insuficiente e uma convergência que tarda em concretizar-se.A produtividade não é um conceito técnico distante; é o elemento que determina a capacidade de um país criar riqueza. Sem produtividade, o crescimento é inevitavelmente limitado e, com o tempo, perde relevância.O diagnóstico não é novo. Há anos que se repete com uma consistência que deveria, por si só, obrigar à ação. O que falta já não é compreensão do problema, mas capacidade de execução.O relatório da OCDE organiza este diagnóstico em várias dimensões que, analisadas em conjunto, revelam a natureza estrutural do desafio.Desde logo, a tecnologia e a inovação. Num contexto em que a inteligência artificial redefine cadeias de valor e modelos de negócio, a adoção tecnológica em Portugal continua desigual, em muitos casos, tardia. Não basta investir, é necessário transformar, de forma efetiva, processos, modelos organizacionais e práticas de gestão.Segue-se a questão do talento, hoje indissociável do acesso à habitação. Uma economia que não consegue fixar pessoas dificilmente crescerá de forma sustentada. O problema deixou de ser apenas social, tornou-se económico. Sem talento, não há produtividade.A fiscalidade constitui outro fator crítico. Um sistema complexo, pesado e imprevisível penaliza o trabalho, desincentiva o investimento e limita o crescimento das empresas. A simplificação não é um detalhe técnico, é uma condição necessária para a eficiência económica.O mercado de trabalho enfrenta, por sua vez, uma pressão demográfica evidente. Com menos pessoas disponíveis, o desafio deixa de ser apenas criar emprego, passa a ser valorizar cada trabalhador. Reter talento, atrair competências e integrar melhor trabalhadores seniores torna-se, assim, essencial.Por fim, o Estado. A burocracia, a lentidão da justiça e a imprevisibilidade regulatória traduzem-se em custos reais para a economia, ainda que muitas vezes invisíveis. Um Estado ineficiente não é neutro; condiciona decisões, atrasa investimento e limita o crescimento.Nenhuma destas dimensões é nova. E é precisamente essa repetição que deve preocupar.Quando o diagnóstico se mantém constante ao longo do tempo, o problema deixa de ser técnico e passa a ser político. É aqui que o debate se torna mais exigente. Aumentar a produtividade não depende apenas de boas políticas, depende da capacidade de as sustentar no tempo. Exige consenso político em torno de matérias essenciais como fiscalidade, justiça, mercado de trabalho e investimento. Exige estabilidade regulatória e previsibilidade nas decisões. Exige, no fundo, a maturidade coletiva de tratar a competitividade como um desígnio nacional, e não como um campo de disputa conjuntural.Sem esse consenso, as reformas tornam-se intermitentes. E reformas intermitentes raramente produzem resultados estruturais.Aumentar a produtividade não resulta de uma medida isolada, nem de um ciclo governativo. Exige coerência, continuidade e prioridade. Exige criar condições para que as empresas cresçam, invistam e inovem. Exige, acima de tudo, alinhar incentivos com a criação de valor.Portugal não precisa de mais relatórios. Precisa de decisões que resistam ao tempo e de políticas que não mudem a cada ciclo.Porque o essencial já está identificado.A questão, agora, não é saber o que fazer.É saber se estamos, finalmente, dispostos a fazê-lo.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo Érre Leia o artigo AQUI 

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17 ABR. 2026

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Artigo de Ramiro Brito, no Observador: A Europa quer abrir mercados, mas recusa mudar por dentro

Artigo de Ramiro Brito, no Observador: A Europa quer abrir mercados, mas recusa mudar por dentro

Acordos com o Mercosul, a Austrália, a Índia e outras economias expõem um paradoxo europeu: abrir ao mundo sem reformar a sua base produtiva pode acelerar a perda de relevância.Durante décadas, a Europa habituou-se a olhar para si como um dos vértices naturais da economia mundial: mercado vasto, moeda sólida, Estado de direito consolidado, instituições densas, um “modelo social” admirado. Porém, o mundo mudou mais depressa do que a Europa, e cada novo acordo comercial, como os recentemente firmados ou negociados com a Índia, o Mercosul ou a Austrália, expõe uma tensão fundamental: queremos continuar a definir regras para o comércio global, mas hesitamos em fazer as reformas internas necessárias para competir nesse mesmo comércio.Os acordos com parceiros estratégicos como a Índia ilustram bem este dilema. Em teoria, abrem portas a um dos mercados mais dinâmicos do planeta: uma classe média em ascensão, demografia jovem e um ecossistema tecnológico em ebulição. Para as empresas europeias, isto significa acesso a novos consumidores, cadeias de valor mais diversificadas e oportunidades de investimento. Num contexto de rivalidade crescente entre Estados Unidos e China, uma relação económica mais estreita com a Índia é também um gesto geopolítico: reduzir dependências, multiplicar alternativas, evitar o destino de mero espaço intermédio entre dois gigantes.Mas este não é um caso isolado. O acordo com o Mercosul, se plenamente concretizado, abre à Europa um mercado de mais de 260 milhões de consumidores e acesso a matérias-primas críticas, ao mesmo tempo que expõe setores sensíveis a concorrência com estruturas de custos muito distintas. Já o acordo com a Austrália, economia madura e altamente competitiva, representa uma oportunidade qualitativa: acesso a um mercado exigente e a cadeias de valor sofisticadas. Em conjunto, estes acordos desenham um novo mapa de inserção global para a Europa, mais aberto, mais diversificado, mas também mais exigente.A outra face destes acordos é, porém, bem menos confortável. A indústria europeia, já pressionada por custos energéticos elevados, por uma teia regulatória complexa e por atrasos em domínios-chave como semicondutores, inteligência artificial ou biotecnologia, confronta-se agora com concorrência acrescida de economias com maior escala, custos mais baixos ou políticas industriais agressivas. Em indústrias tradicionais, o risco de deslocalização e destruição de emprego é real. Noutras, a pressão sobre margens, propriedade intelectual e talento será intensa.É aqui que se revela o paradoxo europeu: precisamos destes acordos para não resvalar para a irrelevância; mas cada novo acordo evidencia que o nosso modelo produtivo não está preparado para um mundo em que a escala, a velocidade e o risco contam tanto como a qualidade e a regulação.O problema não reside nos tratados em si, mas na casa europeia mal arrumada. O “modelo europeu”, economia de mercado, proteção social e forte regulação, garantiu décadas de prosperidade. Hoje, porém, acumulam-se sinais de fadiga: crescimento anémico, investimento insuficiente, perda de peso na inovação e dependência tecnológica preocupante.A Europa é exemplar a regular, talvez demasiado, e lenta a decidir. A fragmentação do mercado interno corrói a promessa de escala. Falta um verdadeiro mercado único para capitais, energia e dados. Falta, sobretudo, uma hierarquia de prioridades: não é credível querer ser simultaneamente o campeão climático, o espaço regulatório mais exigente, o Estado social mais abrangente e um competidor industrial global sem aceitar escolhas e riscos.Os acordos com economias emergentes e desenvolvidas funcionarão como teste de stress a este modelo. Se forem acompanhados por uma agenda interna séria de competitividade, simplificação regulatória, redução de burocracia, investimento em I&D, políticas industriais coordenadas e energia mais acessível, podem ser uma alavanca de modernização. Caso contrário, arriscam acelerar a erosão industrial do continente.A decisão é política, não técnica. A Europa terá de escolher se quer ser sobretudo o regulador de um jogo que outros jogam melhor, ou um ator competitivo, com instrumentos à altura das suas ambições: investimento estratégico, defesa de setores críticos e uma política comercial baseada em reciprocidade efetiva.Se o projeto europeu falhar, não será por excesso de acordos com a Índia, com o Mercosul, com a Austrália ou com qualquer outro parceiro. Será por insistir num modelo concebido para um mundo que já não existe. A janela para corrigir a trajetória não está fechada, mas está a estreitar-se.A Europa continua a dispor dos seus trunfos: capital humano qualificado, sistemas científicos avançados, poupança, Estado de direito, valores que atraem. O que falta é coragem. Coragem para reconhecer que proteger o “modelo europeu” implica transformá-lo.Os acordos comerciais não são o problema, são o espelho. A questão é se estamos dispostos a olhar para esse espelho e a mudar, antes que o mundo mude definitivamente sem nós.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo Érre Leia o artigo AQUI

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11 ABR. 2026

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Artigo de Ramiro Brito, no Observador: Quando a economia espera

Artigo de Ramiro Brito, no Observador: Quando a economia espera

Num mundo marcado pela incerteza, a agilidade das empresas portuguesas pode ser não uma fragilidade, mas uma vantagem estratégicaHá momentos na história económica que não se anunciam com estrondo, nem se deixam capturar de imediato pelos indicadores. São tempos mais subtis, onde o movimento não cessa, mas abranda. Onde a economia não recua, mas hesita.É esse o tempo que vivemos.Num contexto internacional marcado por tensões geopolíticas persistentes, volatilidade nos mercados energéticos e sinais contraditórios nas principais economias europeias, instalou-se uma nova normalidade: a incerteza deixou de ser episódica e passou a estrutural.Quando a incerteza se instala como regra, altera profundamente o comportamento económico. As decisões deixam de ser apenas racionais. Tornam-se mais cautelosas, mais ponderadas e, muitas vezes, adiadas. E é nesse adiamento que o crescimento começa a perder ritmo.Mas há uma leitura adicional, e necessária, que importa fazer.Se é verdade que a incerteza penaliza economias mais frágeis, também é verdade que favorece economias mais ágeis.Portugal, frequentemente descrito pela sua pequena dimensão e pela predominância de pequenas e médias empresas, tende a olhar para si próprio sob o prisma da limitação. Contudo, em contextos de mudança acelerada, essas mesmas características podem transformar-se em vantagem.A menor escala permite maior proximidade à decisão. A flexibilidade organizacional facilita a adaptação. A capacidade de reconfiguração, muitas vezes subestimada, torna-se um ativo crítico quando o contexto exige resposta imediata.Onde grandes estruturas demoram a ajustar, as empresas portuguesas conseguem reposicionar-se com maior velocidade. E isso, num mundo instável, tem valor.Mas uma vantagem só se materializa se for reconhecida e enquadrada.Num contexto global onde a incerteza não pode ser eliminada, cabe à política económica garantir que tudo o que é interno não contribui para a amplificar. Mais do que intervir, importa criar condições para decidir.Reduzir o tempo de decisão administrativa, que continua a ser um entrave ao investimento. Garantir estabilidade fiscal, permitindo planeamento de médio prazo. Facilitar o acesso a financiamento e a instrumentos de mitigação de risco ajustados às PME. E reforçar a articulação entre política pública e tecido empresarial.Não se trata de transformar a economia portuguesa. Trata-se de a libertar.Porque, no momento atual, o maior risco não é a dimensão do país. É a incapacidade de transformar essa dimensão numa vantagem estratégica.Num mundo onde a escala já não garante velocidade, os países mais ágeis têm uma oportunidade real de se afirmar. Portugal pode ser um deles, se souber alinhar a sua capacidade empresarial com um enquadramento institucional que a potencie.Hoje, mais do que nunca, o desafio não é apenas resistir à incerteza.É escolher o que fazemos com ela.Porque a incerteza não paralisa todos por igual, separa. Separa os que esperam dos que avançam. Os que adiam dos que lideram.Portugal não ficará para trás por falta de capacidade, mas por excesso de hesitação.Num mundo em permanente aceleração, esperar deixou de ser prudência. Passou a ser abdicação.E entre adaptar-se ou ficar para trás, já não há meio-termo, há apenas decisão.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo ÉrreLeia o artigo AQUI

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5 ABR. 2026

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Artigo de Ramiro Brito, no Observador: Portugal não falha por falta de ideias. Falha por falta de acordo.

Artigo de Ramiro Brito, no Observador: Portugal não falha por falta de ideias. Falha por falta de acordo.

Ao longo dos anos, o país foi acumulando diagnósticos, relatórios e propostas sobre praticamente todas as áreas estruturais. Sabemos o que está mal, sabemos o que precisa de ser feito e, muitas vezes, até sabemos como fazer. O que tem faltado, de forma sistemática, é a capacidade de transformar esse conhecimento em compromisso político duradouro.Há áreas onde esta falha já não é aceitável. Fiscalidade, justiça e saúde não são campos de afirmação ideológica. São pilares estruturais de um país funcional.E, no entanto, continuamos a tratá-los como se fossem território de disputa permanente.Na fiscalidade, acumulamos complexidade, instabilidade e falta de visão. Penalizamos o investimento, sobrecarregamos o trabalho e mantemos um sistema que ninguém verdadeiramente entende, mas que todos sentem. O país não precisa de mais ajustes pontuais. Precisa de um compromisso político claro sobre o modelo fiscal que quer ser, simples, competitivo e orientado para o crescimento. E precisa, sobretudo, que esse compromisso sobreviva a mudanças de governo.Na justiça, a realidade é conhecida e pouco discutida com a frontalidade necessária. A morosidade, a imprevisibilidade e a dificuldade de execução não são apenas problemas do sistema judicial, são entraves diretos à economia. Não há investimento consistente onde não há confiança na capacidade de resolver conflitos em tempo útil. Este não é um debate ideológico. É uma condição básica de credibilidade do país.Na saúde, a discussão mantém-se presa a posições rígidas, enquanto o sistema acumula sinais de desgaste. A pressão sobre profissionais, a dificuldade de resposta e a crescente dependência de soluções alternativas mostram que o modelo atual precisa de ser repensado com pragmatismo. Não para substituir um extremo por outro, mas para garantir aquilo que realmente importa: acesso, qualidade e sustentabilidade.O ponto comum é evidente: nenhuma destas áreas se resolve num ciclo político. Todas exigem continuidade, estabilidade e previsibilidade. E todas continuam reféns de uma lógica de curto prazo que impede reformas estruturais.Portugal não precisa de unanimidade. Precisa de maturidade.Precisa de um consenso alargado, assumido e duradouro sobre matérias essenciais. Um consenso que permita às empresas investir com confiança, aos cidadãos acreditar nas instituições e ao Estado funcionar com eficácia.Continuar a transformar estas áreas em arenas de confronto é um erro que o país paga todos os dias, na sua competitividade, na sua atratividade e na sua capacidade de resposta.Há momentos em que governar não é vencer o adversário.E há momentos em que fazer oposição não pode ser, por definição, impedir que o outro avance.Mas há, sobretudo, uma pergunta que os partidos políticos deviam ter a coragem de fazer:defender determinadas posições por puro posicionamento eleitoral serve, de facto, o país?Há matérias onde o único resultado aceitável é o país ganhar.E talvez tenha chegado o momento de começar por aí.Ramiro Brito, Presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho) e CEO do Grupo ÉrreLeia o artigo AQUI

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31 MAR. 2026

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