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AEMinho reúne especialistas e empresários em Vila Verde para debater bloqueios estruturais e caminhos de reforma para Portugal

Eventos

12 DEZ. 2025

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) promoveu, na última noite, um jantar-debate “Portugal, de que é que estás à espera?”, um encontro destinado a analisar os entraves históricos ao crescimento económico nacional e a identificar soluções concretas para reformas estruturais há muito adiadas.A iniciativa decorreu no Maison Albar Amoure, em Vila Verde, e juntou dezenas de empresários e líderes regionais num debate marcado pela pluralidade de perspetivas e pela urgência das conclusões.Apesar de o Orçamento do Estado para 2026 reforçar a sustentabilidade económica como prioridade, os intervenientes foram unânimes: Portugal continua sem avançar com reformas profundas que garantam competitividade e desenvolvimento a longo prazo.Produtividade baixa, burocracia e défice de capital humano continuam a travar o paísDurante a sessão foram identificados fatores persistentes que condicionam o crescimento económico: baixa produtividade, excesso de burocracia, sistema fiscal complexo, escassez de capital humano qualificado, investimento privado reduzido e fraca capacidade de inovação. Problemas que, segundo os participantes, não se resolvem com medidas avulsas, mas exigem uma transformação transversal, estruturada e orientada para reforçar o papel das empresas no desenvolvimento do país.O debate destacou ainda a importância de o setor empresarial assumir uma postura mais interventiva, influenciando políticas públicas e contribuindo de forma ativa para um crescimento económico sustentável.Painel plural e orientado para soluçõesO painel contou com intervenções do ex-presidente da Câmara do Porto Rui Moreira, do eurodeputado Francisco Assis e do empresário Carlos Palhares. A moderação esteve a cargo do economista José Maria Pimentel, enquanto André Vasconcelos, Tax Partner na Deloitte, assegurou o enquadramento inicial do tema. A diversidade de sensibilidades — autárquica, política, empresarial e técnica — permitiu uma análise abrangente dos desafios e das reformas prioritárias.“Portugal vive num momento crítico”, alerta presidente da AEMinhoPara Ramiro Brito, presidente da AEMinho, o país enfrenta uma encruzilhada decisiva:“Vivemos uma conjuntura económica tendencialmente positiva, mas movemo-nos em gelo muito fino. As previsões de crescimento e estabilidade têm pouca margem para erros. Ao mesmo tempo, há um descrédito profundo no funcionamento do Estado, que consome cada vez mais recursos sem garantir serviços eficientes.”O dirigente criticou ainda a ineficiência estrutural em áreas como justiça, educação, saúde e serviços públicos, bem como um quadro legislativo que considera “desfasado da realidade”. Para Ramiro Brito, os empresários continuam a ser alvo de “visões oportunistas” que alimentam divisões artificiais com os trabalhadores.Foi neste contexto que a AEMinho decidiu lançar o jantar-debate:“É urgente um debate frontal, desinibido e apartidário. Reunimos pessoas com visão multidimensional e esclarecida, capazes de contribuir para o caminho de transformação que queremos continuar a promover. É por aqui que as empresas podem ajudar a mudar Portugal”, sublinha. O encontro encerrou com o compromisso de manter viva a discussão e reforçar o papel da comunidade empresarial na construção de um país mais competitivo, moderno e sustentável.Veja a notícia AQUI

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O Minho: "Associação Empresarial do Minho vai ter novo presidente"

O Minho: "Associação Empresarial do Minho vai ter novo presidente"

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) vai a votos no próximo dia 30 de abril (terça-feira) e Ramiro Brito, atual vice-presidente e CEO do Grupo Érre, de  Braga, é candidato à presidência da direção.A assembleia geral para eleger os órgãos sociais para o triénio 2024-2027 está marcada para as 17:00.Será a primeira assembleia eletiva depois da assembleia constituinte que estabeleceu a fundação da associação, até agora presidida pelo empresário  bracarense Ricardo Costa, que se candidata agora à presidência do Conselho Geral, e o estabelecimento dos seus primeiros órgãos sociais.Em comunicado enviado a O MINHO, Ramiro Brito afirma encabeçar “uma lista de empresários que representam bem aquilo que é a maior riqueza da nossa região, a suas gentes e a inesgotável capacidade que têm para corporizar o motor do desenvolvimento económico do país”.O seu programa “está assente na nossa visão das empresas, da economia, da região e do país. É, como sempre, um ponto de partida de algo que queremos construir convosco, com todos. Não focamos o nosso programa nas atividades concretas, por entendermos aqui importa o caminho, que será percorrido com a dinâmica e tipologia criativa de eventos, iniciativas e medidas que já nos caracterizam”.A lista de Ramiro Brito integra novamente como candidato à presidência da assembleia geral José Teixeira, da DST. Ana Pinheiro, da Mundotêxtil, é apontada para vice-presidente e Sílvia Píres, dos Transportes João Pires, para secretária.Para a direção, Ramiro Brito conta com Ricardo Salgado (1.º vice-presidente) e para restantes vice-presidentes Gonçalo Pimenta de Castro, Isabel Carneiro, Nuno Mota, Patrícia Santos, Graciete Lima e João Pinho de Almeida.Ao conselho fiscal a lista é liderada por Helena Painhas e para vice-presidente surge Virgínia Abreu e Mário Guimarães como relator.Para o conselho geral é apontado como presidente Ricardo Costa e como vice-presidente João Brito Martins.Veja a notícia completa aqui

Jornal Eco: "Empresários do Minho pedem a Montenegro para “revisitar a legislação laboral"

Jornal Eco: "Empresários do Minho pedem a Montenegro para “revisitar a legislação laboral"

A poucas horas da posse do novo Governo, Associação Empresarial do Minho frisa que país precisa de “estratégia de longo prazo que garanta segurança, previsibilidade e estabilidade" aos investimentos.Foco, assertividade governativa e capacidade de execução superior ao que tem sido norma.” São estas as exigências expressas pela Associação Empresarial do Minho (AEMinho) a poucas horas da tomada de posse do novo Governo, que enfrentará uma legislatura em que “a produtividade e o crescimento económico emergem como imperativos incontornáveis”.“O crescimento terá de ser eficazmente articulado com uma política fiscal adequada, visando aumentar a liquidez financeira, estimular o investimento e mitigar a pressão dos custos estatais no orçamento das famílias portuguesas. (…) Portugal precisa de um rumo, de uma estratégia de longo prazo que garanta a segurança, previsibilidade e estabilidade que o fator investimento e crescimento exigem”, reclama a AEMinho.Em comunicado, o organismo empresarial liderado por Ricardo Costa sublinha ainda que “no quadro jurídico é importante revisitar a legislação laboral, conferindo-lhe um cariz progressista e evolutivo, alinhado com os valores humanísticos e nas novas dinâmicas de trabalho, mantendo a sensibilidade às realidades empresariais e seus desafios”.“É importante que a legislação laboral não seja um fator de subdesenvolvimento humano, social e empresarial. É importante inverter o paradigma da permanente tensão que resulta da forma desigual como a mesma trata ambas as partes. As empresas são as pessoas, são as suas relações e a sua interação e a legislação deve ordenar esse relacionamento, estimulando o entendimento, as pontes e o consenso”, resume.Na mesma mensagem em que se congratula pela escolha de três ministros oriundos do Minho – José Manuel Fernandes (Agricultura), Fernando Alexandre (Educação) e Nuno Melo (Defesa) –, os empresários da região sublinham também que o novo Executivo liderado por Luís Montenegro terá de se concentrar na “gestão eficiente dos fundos europeus, com aplicação prática de forma que os mesmos cheguem, efetivamente, aos setores da economia a que se destinam e sirvam, de facto, para alavancar a economia e gerar valor”.VEJA A NOTÍCIA COMPLETA AQUI

Jornal de Negócios: "Patrões do Minho pedem viabilidade governativa: “Interesse nacional não pode estar sujeito a jogos partidários”

Jornal de Negócios: "Patrões do Minho pedem viabilidade governativa: “Interesse nacional não pode estar sujeito a jogos partidários”

“A saúde, a educação, a justiça e a assistência social, pilares fundamentais de qualquer sociedade contemporânea e progressista, estão num estado de decadência flagrante, configurando um cenário de emergência nacional”, clama a AEMinho.A Associação Empresarial do Minho (AEMinho), na leitura dos resultados eleitorais do passado domingo, "conjugados com as notícias que têm vindo a público sobre os diversos posicionamentos das forças políticas envolvidas neste processo",começa por reconhecer que "em democracia a vontade é expressa pelo voto", considerando que "é crucial que os resultados eleitorais sejam interpretados de forma a refletir fielmente essa vontade".Assim, conclui, "é imperativo respeitar a distribuição de votos e a correlação de forças resultantes, garantindo que todas sejam devidamente consideradas".Nesse sentido, defende ser "essencial que se respeite a distribuição de votos e correlação de forças resultantes dessa mesma distribuição. Em democracia pretende-se que ninguém seja ignorado. Todas as forças partidárias envolvidas na cena política do país têm a obrigação constitucional e moral de assim agirem, no estrito respeito pelos resultados eleitorais que são o espelho da vontade do povo português", sinaliza, esta quinta-feira, 14 de março, em comunicado.Com o país a atravessar "um momento crucial para o futuro da sua economia", a AEMinho acredita que "é importante que todos entendam que a estabilidade e viabilidade governativa são hoje, mais do que nunca, vitais para garantir o crescimento económico que almejamos, com a criação das condições necessárias para manter e aumentar a atratividade para o investimento externo, a criação de riqueza que são o único caminho para garantir melhores salários e melhores condições de vida aos portugueses".Não obstante "a emergência económica que pode resultar de uma eventual estagnação governativa", a AEMinho nota que "existem problemas estruturais no país que carecem de resposta rápida, assertiva e eficiente", como "a saúde, a educação, a justiça e a assistência social", classificados como "pilares fundamentais de qualquer sociedade contemporânea e progressista", os quais, alerta, "estão num estado de decadência flagrante, configurando um cenário de emergência nacional".Para a associação liderada por Ricardo Costa, "as intervenções nestas áreas pecarão já, amanhã, por tardias e não podem estar sujeitas a jogos partidários", assinala."Hoje, o interesse nacional tem de prevalecer. Este é o tempo da responsabilidade, da cooperação e do sentido de estado. Todos os deputados eleitos o devem aos portugueses, sem exceções. Esta não é a história do político ‘a’ ou ‘b’, do partido ‘x’ ou ‘y’. Esta é a história de um parlamento, democraticamente eleito, com uma tendência clara para promover a diversidade, o consenso e a união", aponta. Nesse sentido, a AEMinho apela "a todas as forças políticas que reflitam sobre o seu papel, resultante das eleições, no quadro democrático do país e que ponham os interesses de Portugal à frente dos seus próprios interesses", defendendo que "a viabilidade governativa é essencial e os portugueses criaram, através do voto, todas as condições para que, com responsabilidade e espírito de cooperação, a governabilidade do país seja assegurada"."Ainda que este seja um novo cenário, ele não deve gerar alianças negativas, deve gerar os consensos que esse novo quadro impõe. Desempenhar um cargo público eletivo é exatamente entender que o caminho quem dita são os eleitores, mesmo quando não represente o nosso ponto de partida", conclui a AEMinho.Veja a notícia completa aqui

O Minho: "Patrões do Minho pedem que “correlação de forças” que saiu das eleições seja respeitada"

O Minho: "Patrões do Minho pedem que “correlação de forças” que saiu das eleições seja respeitada"

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) defende que a “correlação de forças” resultante das eleições legislativas deve ser respeitada, “garantindo que todas sejam devidamente consideradas”.Em comunicado, a associação liderada pelo empresário bracarense Ricardo Costa salienta que “em democracia a vontade é expressa pelo voto”.Por isso, prossegue, “é crucial que os resultados eleitorais sejam interpretados de forma a refletir fielmente essa vontade”.“Portanto, é imperativo respeitar a distribuição de votos e a correlação de forças resultantes, garantindo que todas sejam devidamente consideradas. Nesse sentido, é essencial que se respeite a distribuição de votos e correlação de forças resultantes dessa mesma distribuição. Em democracia pretende-se que ninguém seja ignorado. Todas as forças partidárias envolvidas na cena política do país têm a obrigação constitucional e moral de assim agirem, no estrito respeito pelos resultados eleitorais que são o espelho da vontade do povo português”, refere o comunicado.Para a AEMinho, “o país atravessa um momento crucial para o futuro da sua economia. É importante que todos entendam que a estabilidade e viabilidade governativa são hoje, mais do que nunca, vitais para garantir o crescimento económico que almejamos, com a criação das condições necessárias para manter e aumentar a atratividade para o investimento externo, a criação de riqueza que são o único caminho para garantir melhores salários e melhores condições de vida aos portugueses”.E acrescenta: “Não obstante a emergência económica que pode resultar de uma eventual estagnação governativa, existem problemas estruturais no país que carecem de resposta rápida, assertiva e eficiente. A saúde, a educação, a justiça e a assistência social, pilares fundamentais de qualquer sociedade contemporânea e progressista, estão num estado de decadência flagrante, configurando um cenário de emergência nacional”.“As intervenções nestas áreas pecarão já, amanhã, por tardias e não podem estar sujeitas a jogos partidários. Hoje, o interesse nacional tem de prevalecer. Este é o tempo da responsabilidade, da cooperação e do sentido de estado. Todos os deputados eleitos o devem aos portugueses, sem exceções. Esta não é a história do político ‘a’ ou ‘b’, do partido ‘x’ ou ‘y’. Esta é a história de um parlamento, democraticamente eleito, com uma tendência clara para promover a diversidade, o consenso e a união”, pode ler-se no comunicado.Posto isto, a AEMinho apela “a todas as forças políticas que reflitam sobre o seu papel, resultante das eleições, no quadro democrático do país e que ponham os interesses de Portugal à frente dos seus próprios interesses”.“A viabilidade governativa é essencial e os portugueses criaram, através do voto, todas as condições para que, com responsabilidade e espírito de cooperação, a governabilidade do país seja assegurada. Ainda que este seja um novo cenário, ele não deve gerar alianças negativas, deve gerar os consensos que esse novo quadro impõe. Desempenhar um cargo público eletivo é exatamente entender que o caminho quem dita são os eleitores, mesmo quando não represente o nosso ponto de partida”, conclui.Veja a notícia completa aqui

Diário do Minho: "AEMinho apela aos partidos que coloquem a estabilidade do país em primeiro lugar"

Diário do Minho: "AEMinho apela aos partidos que coloquem a estabilidade do país em primeiro lugar"

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) apela aos partidos com assento parlamentar que respeitem a distribuição dos votos e considerem todas as correlação de forças resultantes das eleições legislativas de 10 de março, pondo os interesses de Portugal à frente dos seus próprios interesses.«O país atravessa um momento crucial para o futuro da sua economia. É importante que todos entendam que a estabilidade e viabilidade governativa são hoje, mais do que nunca, vitais para garantir o crescimento económico que almejamos, com a criação das condições necessárias para manter e aumentar a atratividade para o investimento externo, a criação de riqueza que são o único caminho para garantir melhores salários e melhores condições de vida aos portugueses», refere numa nota à imprensa.Lembrando que «existem problemas estruturais que carecem de resposta rápida, assertiva e eficiente», a associação liderada pelo empresário Ricardo Costa considera que os portugueses, através do seu voto, criaram «todas as condições para, com responsabilidade e espírito de cooperação», assegurar a governabilidade do país.«Ainda que este seja um novo cenário, ele não deve gerar alianças negativas, deve gerar os consensos que esse novo quadro impõe», defende, acrescentando que em democracia «pretende-se que ninguém seja ignorado».A AEMinho nota que a saúde, a educação, a justiça e a assistência social «estão num estado de decadência flagrante, configurando um cenário de emergência nacional», pelo que, considera, as intervenções nestas áreas - «pilares de qualquer sociedade contemporânea e progressista» - «não podem estar sujeitas a jogos partidários». «Este é o tempo da responsabilidade, da cooperação e do sentido de estado», conclui.Veja a notícia completa aqui 

Comunicado: "AEMinho pede responsabilidade aos novos eleitos e apela para colocarem a estabilidade de Portugal em primeiro lugar"

Comunicado: "AEMinho pede responsabilidade aos novos eleitos e apela para colocarem a estabilidade de Portugal em primeiro lugar"

Braga, 13 de março de 2024: A Associação Empresarial do Minho (AEMinho), na leitura dos resultados eleitorais do passado dia 10 conjugados com as notícias que têm vindo a público sobre os diversos posicionamentos das forças políticas envolvidas neste processo, entende que é essencial que se tenham em consideração fatores relevantes e decisivos para o futuro do país e da economia portuguesa.1. Em democracia a vontade é expressa pelo voto. É crucial que os resultados eleitorais sejam interpretados de forma a refletir fielmente essa vontade. Portanto, é imperativo respeitar a distribuição de votos e a correlação de forças resultantes, garantindo que todas sejam devidamente consideradas. Nesse sentido, é essencial que se respeite a distribuição de votos e correlação de forças resultantes dessa mesma distribuição. Em democracia pretende-se que ninguém seja ignorado. Todas as forças partidárias envolvidas na cena política do país têm a obrigação constitucional e moral de assim agirem, no estrito respeito pelos resultados eleitorais que são o espelho da vontade do povo português.2. O país atravessa um momento crucial para o futuro da sua economia. É importante que todos entendam que a estabilidade e viabilidade governativa são hoje, mais do que nunca, vitais para garantir o crescimento económico que almejamos, com a criação das condições necessárias para manter e aumentar a atratividade para o investimento externo, a criação de riqueza que são o único caminho para garantir melhores salários e melhores condições de vida aos portugueses.3. Não obstante a emergência económica que pode resultar de uma eventual estagnação governativa, existem problemas estruturais no país que carecem de resposta rápida, assertiva e eficiente. A saúde, a educação, a justiça e a assistência social, pilares fundamentais de qualquer sociedade contemporânea e progressista, estão num estado de decadência flagrante, configurando um cenário de emergência nacional.4. As intervenções nestas áreas pecarão já, amanhã, por tardias e não podem estar sujeitas a jogos partidários. Hoje, o interesse nacional tem de prevalecer. Este é o tempo da responsabilidade, da cooperação e do sentido de estado. Todos os deputados eleitos o devem aos portugueses, sem exceções. Esta não é a história do político “a” ou “b”, do partido “x” ou “y”. Esta é a história de um parlamento, democraticamente eleito, com uma tendência clara para promover a diversidade, o consenso e a união.5. Nesse sentido, apelamos a todas as forças políticas que reflitam sobre o seu papel, resultante das eleições, no quadro democrático do país e que ponham os interesses de Portugal à frente dos seus próprios interesses. A viabilidade governativa é essencial e os portugueses criaram, através do voto, todas as condições para que, com responsabilidade e espírito de cooperação, a governabilidade do país seja assegurada. Ainda que este seja um novo cenário, ele não deve gerar alianças negativas, deve gerar os consensos que esse novo quadro impõe. Desempenhar um cargo público eletivo é exatamente entender que o caminho quem dita são os eleitores, mesmo quando não represente o nosso ponto de partida.

Jornal Eco: "Empresários “amarram” Pedro Nuno à sobrevivência do próximo Governo de direita"

Jornal Eco: "Empresários “amarram” Pedro Nuno à sobrevivência do próximo Governo de direita"

Empresários dramatizam entendimentos ao centro para conferir estabilidade a um Executivo minoritário liderado por Luís Montenegro. Aplicação dos fundos europeus e atração do investimento preocupam.Assustados com os resultados das eleições legislativas, que fazem perspetivar para os próximos meses a continuação do cenário de instabilidade política com que têm lidado nos últimos meses, a maioria dos empresários ouvidos pelo ECO defende que a viabilização do próximo Governo liderado por Luís Montenegro e, em particular, a negociação dos Orçamentos do Estado, deve ser assegurada preferencialmente com o Partido Socialista, “amarrando” Pedro Nuno Santos à sobrevivência do Executivo minoritário de centro-direita.O presidente da Associação das Empresas Familiares, Peter Villax, aponta que Montenegro vai ter de mostrar “competência” e “fazer tudo certo — aumentar o PIB de forma sustentada para aumentar salários e fortalecer o Estado Social”. Sem maioria no Parlamento, o empresário “preferiria que a viabilização fosse feita em parceria com um partido com experiência e tradição de poder (PS), em vez de um partido vocalmente anti poder (Chega)”.Peter Villax, que a 21 de março vai ser substituído neste cargo associativo por José Germano de Sousa, lembra que anteriores moções de censura e rejeições de Orçamentos acabaram por beneficiar eleitoralmente o partido visado e, portanto, “o PS deverá ser muito cauteloso na sua relação com o PSD”. Assim como o Chega. “Não espero que o PS ou o Chega queiram, para já, ser fonte de instabilidade no governo da Aliança Democrática. (…) Quem deita governos abaixo paga sempre um custo elevado”, resume.“Defendemos preferencialmente entendimentos ao centro, ainda que não preconizemos, de forma nenhuma, qualquer espécie de bloco central. Preferimos estabilidade e entendimentos ao centro, mas não sabemos se o atual PS estará disponível para esse efeito. De qualquer modo, o ónus será do PS e do Chega. Só se ambos se unirem o executivo da AD será impedido de governar”, concorda o vice-presidente executivo da AIMMAP (industriais da metalurgia e metalomecânica), aconselhando Pedro Nuno Santos a adotar uma “postura colaborante”.Depois de ter afirmado e reafirmado que “não é não”, Montenegro “não tem quaisquer condições para coligações ou acordos com o Chega”, pois “perderia totalmente a credibilidade”. Rafael Campos Pereira, porta-voz do setor mais exportador da economia portuguesa — vendeu mais de 24 mil milhões de euros no estrangeiro em 2023 – entende que “há condições para que o novo Governo faça o seu trabalho, pelo menos, até ao final do ano”. Nesse período “terá de governar bem, com ministros competentes e credíveis, no sentido de tentar mobilizar o mais possível todos aqueles que agora exerceram votos de protesto”.“Bom senso e sentido de Estado” é o que pedem também os patrões minhotos, sublinhando que “o momento do país impõe máxima responsabilidade política a todos”, o que incluiu a “obrigação política de ter esse espírito aberto” para negociar a viabilização do documento orçamental. Qual deve ser a postura do PS, agora na oposição e liderado por Pedro Nuno Santos? “Responsabilidade política e respeito democrático, ou seja, ser parte crítica, mas construtiva de estabilidade, que é o que o país necessita neste momento”, responde Ricardo Costa, presidente da Associação Empresarial do Minho e do grupo bracarense Bernardo da Costa.A poucos quilómetros, em Vila Nova de Famalicão, o presidente da gigante têxtil Riopele, que emprega mais de 1.000 pessoas, confia que as dificuldades de governação terão de ser ultrapassadas, pois “situações de renúncia e não entendimentos não levam a lado nenhum” e “Portugal precisa de andar para a frente”. “Quem ganhou foi a AD e o PS terá de tentar colaborar em termos de governação do país. Não podemos ir novamente a eleições”, dramatiza José Alexandre Oliveira.Insistindo que “as pessoas que foram eleitas têm de encontrar um entendimento, até porque o país tem que avançar”, o líder da histórica indústria têxtil fundada em 1927 e especializada em tecidos para coleções de moda e de vestuário traça um paralelismo com o mundo empresarial. “Muitas vezes nas empresas temos problemas em atingir os objetivos a que nos propomos e fazemos entendimentos e conseguimos resolver as nossas situações. Por isso, os políticos não devem fincar o pé e negar acordos, isso prejudica o futuro do país”, expõe José Alexandre Oliveira.Luís Miguel Guimarães, outro grande industrial do setor do têxtil e vestuário, antevê igualmente como “muito difícil ou quase impossível” que haja condições de governação e de aprovação de Orçamentos do Estado, sobretudo depois de ouvir Pedro Nuno Santos dizer na noite eleitoral que pretendia “fazer oposição à séria”. E por ser um governo de curto prazo, o líder da Polopiqué acha que Montenegro vai ter também “dificuldade em arranjar gente capaz” para integrar o Executivo, sabendo que “à partida estão condenados a estar meia dúzia de meses” no cargo.“Isto é mau para o país. Para a indústria e para os serviços públicos como a educação e a saúde, que precisam de reformas estruturais sérias. Infelizmente, os políticos não pensam. Se não houver um entendimento com o PS e se o PS não se abrir a esse entendimento, é impossível que o Governo de Luís Montenegro tenha hipóteses de se aguentar e teremos novas eleições” em breve, desabafa o empresário de Santo Tirso.Esta segunda-feira, em declarações à TSF, o ex-Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, disse que “é preciso dar tempo” ao líder da AD para conduzir o Governo e a Pedro Nuno Santos “para reconstruir a esquerda”. O antigo líder socialista desaconselha pressas aos dois maiores partidos, acreditando que “combater a extrema-direita não se faz em poucos meses”. Também Augusto Santos Silva defende a negociação entre PS e PSD em matérias essenciais, dando o exemplo da área da Justiça.VEJA A NOTÍCIA COMPLETA AQUI